11 de julho de 2026
Política

Para ex-deputado, cacique foi um ‘agente funerário da democracia’

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Outro político, a exemplo do prefeito Tuga Angerami, a ter brigado com o ex-senador foi o pedetista João Herrmann Neto, que não poupou críticas a ACM. “A ditadura começou a morrer. É inegável que a história registra todas as pessoas, mas o julgamento da história é que varia conforme o interlocutor. É inegável que ele fez parte da história política brasileira e no universo de nossos homens é inegável que ele aparecerá. Mas meu olhar não será de beneplácito ao que ele fez ao País. Creio que Antonio Carlos foi, para a história do Brasil, um agente funerário da democracia. Espero que os que me acompanhem rezem por sua alma e para que não se repitam nunca mais os episódios de Antonio Carlos. Antonio Carlos nunca mais”, enfatizou.

Juntamente com ACM, Herrmann Neto foi protagonista de um episódio marcante em Brasília. Foi durante uma manifestação, liderada pelo pedetista, que cobrava o aumento do salário mínimo. “Íamos fazer em frente ao Congresso quando ele era ministro das Comunicações. Ele me chamou e o atendi ao telefone e ele me disse que, se tivesse vergonha na cara, não faria a manifestação. Respondi que, infelizmente, os vidros do ministério não eram espelhos, pois o homem que falava comigo estaria envergonhado de se ver naquele instante em frente aos vidros do palácio. E devolvi lhe dizendo que sem vergonha era ele. Ele tacou o telefone no gancho e mandou me prender”, relembrou.