Era uma vez uma garota criativa. Ela mexia com tintas, sucata e papéis. A menininha sentia as sensações do papel maché (massa de papel para modelar), da argila e se sujava com tinta. Ela fazia desenhos como uma criança de sua idade, 6 anos. Libertava suas idéias...
A história da Tarsila do Amaral poderia ser contata assim, não exatamente com o papel maché e a argila, mas Tarsila desde pequena montava objetos, criava com pedrinhas e fazia esculturas. Hoje, ela é uma das mais importantes artistas do Brasil. Para quem se interessou, alguns quadros da artista estão expostos no Alameda Quality Center até o final de agosto. Na verdade, são reproduções das obras, mas dão idéia do trabalho da pintora. Além de ver as reproduções, dá para escorregar no brinquedo “Abaporu”, um escorregador que traz a figura “Abaporu” de Tarsila.
Giovanna Barbosa, 7 anos, pinta em madeira e tela, desenha e faz esculturas de argila há cinco anos. Ela, que já estudou e fez trabalhos baseados na “Cuca” da Tarsila, adorou ver os quadros. “Eu já tinha feito a ‘Cuca’ e a ‘Negra’, por isso foi legal ver os quadros”, conta. Ainda na exposição objetos pessoais da artista, como um casaco, uma caderneta de telefones e cartas, quadros, desenhos e gravuras pouco conhecidos.
Em tempo: Tarsila do Amaral nasceu em 1886 e morreu em 1973, mas ela continua viva por meio de suas obras de arte.