De qualquer forma, a gestão política em Ribeirão Preto tem rendido resultados, até em razão da homologação para aeroporto de cargas estar garantida desde antes da inauguração do novo aeroporto de Bauru, no ano passado.
Na semana passada, o governador José Serra (PSDB) garantiu recursos no orçamento deste ano para a ampliação do terminal de passageiros em Ribeirão Preto. Os valores ainda serão definidos pelo Daesp, mas a liberação foi anunciada.
De outro lado, o governo federal realizou “revisão” na lista de municípios beneficiados com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e incluiu Ribeirão Preto no grupo para obter R$ 37,4 milhões. O valor foi obtido para a remoção de favelas conhecidas como Aeroporto, Recife, Adamantina e da Mata, todas localizadas exatamente no entorno do aeroporto Leite Lopes.
Conforme as regras de aprovação do PAC, R$ 16 milhões terão de ser investidos pelo Estado e a Prefeitura de Ribeirão Preto terá de dar contrapartida de R$ 3,9 milhões para este projeto.
O valor não é suficiente para a remoção de 1.800 imóveis entre barracos em favelas, residências e comércio, mas ampliam as chances efetivas daquela cidade ter seu aeroporto adequado para terminal de cargas. Agora, resta a Bauru convencer a si, ao Estado e à União de que é uma alternativa concreta à mesma homologação e por custo muito inferior ao País.