O sinal de alerta de perigo financeiro é disparado quando, no final do mês, não sobra dinheiro na conta do consumidor. Ou pior, quando os gastos são superiores aos ganhos. Nesse momento, é hora de fechar a carteira e tratar as finanças.
Para evitar essa situação, planejamento e controle orçamentário são a saída. “Mas para a pessoa ou família que já chegou nessa situação, o momento de tomar essas medidas é quando não há sobras ou quando os compromissos já ultrapassaram os ganhos”, destaca o economista e consultor financeiro Adriano Fabri.
Nesse momento, é hora de colocar o freio na emissão de cheques pré-datados. “Se não for bem controlado, os cheques pré podem gerar descontrole. Todo o crédito fácil, como o cartão de crédito e cheque especial, gera uso fácil. Na hora de usar o crédito temos que lembrar que a vida é agora, mas o pagamento vem no próximo mês”, observa.
Se o consumidor já está com dívidas altas, uma opção é refinanciar algum veículo. “Agora, nada melhor do que vender um bem, pois os juros, por menores que sejam, ainda custam muito caro no Brasil”, observa o economista.
Ele ressalta que os juros reais brasileiros são os mais caros do mundo e, por menor que seja a taxa conseguida, ela ainda é bastante cara. “Portanto, vender algum bem é a alternativa mais viável para quitar as dívidas. Em menos tempo do que o pagamento do empréstimo, a pessoa consegue comprar o bem de volta se houver planejamento”, destaca.