07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

DÉRBIS E MASCOTES

O professor José Eugênio Chibebe, diretor do Ceesub, gosta muito quando a crônica esportiva lembra os nomes dos clássicos e mascote dos clubes, resgatando o romantismo do futebol de anos atrás. Vamos lá, amigo: Palmeiras x São Paulo é o Choque Rei; Corinthians x São Paulo é Majestoso; Palmeiras x Corinthians é o Dérbi; Santos x São Paulo, Clássico San-São; Flamengo x Vasco, Clássico dos Milhões; Fluminense x Botafogo, Clássico Vovô; Gre-Nal (Grêmio x Internacional), Ba-VI (Bahia x Vitória), Caju (Caxias x Juventude), Atle-Tiba (Atlético x Coritiba), Come-Fogo (Comercial x Botafogo), Bota-Ferro (Botafogo x Ferroviária). Chamam Palmeiras de Porco, mas o símbolo do clube é o Periquito. O Inter de Porto Alegre é o Sacy; Corinthians, o Mosqueteiro; Santos, Baleia. O símbolo do São Paulo é o santo do mesmo nome. Por isso, general Porfírio da Paz – que fez o hino do Tricolor – começou a chamar o São Paulo de ‘Clube da Fé´. O que tem de galo é uma grandeza – é o Atlético Mineiro, XV de Jaú, Ituano, Paulista de Jundiaí, Independente de Limeira. Tigre, também - pra mais de metro. O Norusca não tem um mascote. Os noroestinos da antiga chamavam o time de Demolidor Ferroviário, mas não virou, assim como Maquininha Vermelha. Em 1967, tentaram arranjar um bicho, símbolo forte como Elefante da Noroeste (Linense), Galo da Comarca (XV de Jaú). O nome escolhido foi Peru, mas além de não emplacar, provocou protesto de torcedores e cronistas. Afinal, peru toma cachaça, fica xarope e morre na véspera.

ZERO ZERO

Eu sei que saúde, educação e segurança são metas prioritárias, mas investir no esporte também é importante. Quase todos os clubes de futebol deste País, de cidades do interior, recebem ajuda do poder público, inclusive o Azulão, da rica São Caetano do Sul. Enquanto a prefeitura de Volta Redonda dá R$ 100 mil mensalmente ao Voltaço, em Bauru, a verba destinada ao Noroeste é zero, vírgula zero.

BRINCADEIRA

Rubens Gomes, o Rubão, investido há pouco tempo no cargo de vice-presidente de futebol do Corinthians, parece que não é do ramo. Ou então, gosta de brincar. Alegando que o Campeonato Brasileiro está nivelado, Rubão disse que o Alvinegro vai lutar pelo título. Concordo com o nivelamento, mas é muito difícil um time debilitado tecnicamente como o do Carpegiani, conseguir uma super-reação e ser campeão. O Corinthians não vence há sete jogos e está na zona de rebaixamento.

QUE PENA

O Paraná quebrou uma invencibilidade de cinco jogos do Palmeiras, mas o Alviverde merecia pelo menos o empate, porque foi superior ao time da casa o jogo todo.

ESPERANÇA

O Santos venceu o Figueirense em noite de Kléber Pereira, o novo matador da equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo. Com os dois gols que marcou na estréia, o atacante deixa a torcida do Peixe cheia de esperança.

BRAZUCA

Depois de marcar 30 gols com a camisa do Betis, o atacante Ricardo Oliveira é o grande reforço do Zaragoza para o Campeonato Espanhol da temporada 2007/2008.

BOLA TODA

Além de líder isolado da Liga Regional, o Parquinho – que goleou o Ressaca por 4 a 0, domingo - está invicto, tem o ataque mais positivo e a defesa menos vazada.

REFORÇO

Desacreditado por muitos devido as lesões, atacante Luizão reforça o São Caetano.

DEU PRO GASTO

A gente esperava uma impiedosa goleada da nossa seleção de futsal sobre a Guatemala, mas a estréia no Pan Rio/2007 foi apenas razoável: 4 a 1.Tem um porém: existe a imagem de que o futsal brasileiro sempre dá espetáculo, mas o importante é vencer.

NOROESTINOS

Apesar da vitória de domingo, sobre o Volta Redonda, a maioria da torcida do Noroeste não acredita na vaga para o Brasileiro da Série B de 2008. Um deles é Carlos Humberto Scigliano, o Franja, que mora em Ilhéus, sul da Bahia. Na opinião de outro bauruense, o amigo Alex - que está há algum tempo no Japão - o Norusca deveria ter montado um time forte para disputar o campeonato da Série C.

MEMÓRIA

Decisão do Campeonato Paulista de 1993: Palmeiras 4 x 0 Corinthians, no Morumbi, gols de Evair 2, Zinho e Edílson. Árbitro: José Aparecido de Oliveira. Público pagante: 105.401. Palmeiras: Sérgio; Mazinho, Antonio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel, Edílson (Jean Carlo) e Zinho; Edmundo e Evair (Alexandre Rosa). Técnico: Vanderlei Luxemburgo. Corinthians: Ronaldo; Leandro, Marcelo, Henrique e Ricardo; Ezequiel, Marcelinho Paulista, Neto e Adil (Tupãzinho); Viola e Paulo Sérgio. Técnico: Nelsinho Baptista.