11 de julho de 2026
Esportes

Conselheiros buscam forma legal para afastar o presidente Alberto Dualib

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo- Um dia após encerrar a parceria com a MSI e marcar votação para o afastamento de Alberto Dualib em 7 de agosto, conselheiros corintianos batem cabeça sobre a forma legal de concretizar a saída do presidente sem dar brecha para que ele a conteste judicialmente.

A estratégia mistura a Lei Pelé, o Código Civil e o estatuto do clube. O motivo para a “salada” é, segundo os conselheiros, a lacuna de um artigo específico sobre afastamento no estatuto do Corinthians. Por isso, os líderes oposicionistas se apegam à Lei Pelé para tentar tirar Dualib do cargo. Se baseiam no artigo 23, que prevê afastamento de toda a diretoria em caso de inadimplência nas contas ou gestão temerária - a atual administração teve as contas reprovadas em 2006 pelo Conselho Deliberativo, em reunião no mês passado.

Na interpretação dos corintianos, porém, nem toda a diretoria deve sair. Isso porque, se a lei for seguida à risca, Carlos Senger, presidente do Conselho, assumiria o lugar de Dualib. Ele é aliado histórico do presidente corintiano.

Diante disso, os conselheiros querem invocar o artigo 95 do estatuto, que fala sobre cargos vagos. Como a reunião do dia 7 deve afastar Dualib e Nesi Curi, assumiriam os outros dois vices eleitos, Wilson Bento e Clodomil Antonio Orsi. Segundo Senger, no entanto, o presidente só pode ser afastado pelos associados. A base de sua alegação é o Código Civil. E ele tem razão, conforme escrito no artigo 59.

Por isso, os conselheiros, caso aprovem a saída de Dualib, pretendem convocar uma assembléia com os sócios para ratificar a decisão. “O estatuto realmente tem uma lacuna no que diz respeito ao afastamento de dirigentes. O que manda com essa lacuna é a Lei Pelé e o Código Civil”, sustenta o oposicionista Mário Gobbi. “O Conselho vai definir o afastamento na Assembléia Geral até para fugir de ações judiciais”, afirma ele.