10 de julho de 2026
Internacional

Ministros árabes chegam para negociar plano de paz em Israel

Folhapress
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Tel Aviv - Enviados do Egito e da Jordânia abriram ontem negociações em Israel sobre um plano de paz proposto pela Liga Árabe que prevê a devolução de terras ocupadas em troca do reconhecimento. Os enviados afirmaram esperar criar as condições que levarão à formação do Estado Palestino.

A visita ocorre pouco depois da estréia do ex-premiê britânico Tony Blair como representante do Quarteto (Estados Unidos, Rússia, ONU e União Européia) para o Oriente Médio. Anteontem, Blair se reuniu com autoridades israelenses e palestinas e disse ver “possibilidades para a paz”.

A visita dos enviados árabes, que passarão apenas um dia em Jerusalém e Tel Aviv, é a primeira de representantes da liga para promover seu plano de paz. “Estados estendendo a mão pela paz em nome da região inteira, e esperamos ser capazes de criar as condições necessárias para retomar negociações frutíferas e produtivas entre Israel, os palestinos e os Estados árabes”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Abdelelah al Khatib, ao presidente israelense, Shimon Peres. “É hora de ter paz”, respondeu Peres.

O chanceler egípcio, Ahmed Aboul Ghei, e Al Khatib também se encontrarão com o premiê de Israel, Ehud Olmert, e com a ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni.

A iniciativa árabe oferece a Israel relações normais com todos os Estados árabes em troca de uma retirada completa dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967, da criação de um Estado Palestino e de uma solução “justa” para a questão dos refugiados palestinos.

Israel tentou classificar a chegada dos enviados como um marco na normalização das relações com a Liga Árabe, mas os ministros minimizaram o gesto. A Jordânia e o Egito já têm relações diplomáticas com Israel, e apesar dos apelos israelenses e americanos para expandir o número de participantes árabes nas negociações de ontem, Estados como a Arábia Saudita se recusaram a ir.

Também ontem, o braço armado do movimento islâmico palestino Hamas advertiu Israel contra atentar contra líderes do movimento. O braço político do Hamas detém o poder na Faixa de Gaza depois de batalhas que levaram à expulsão do rival Fatah para a Cisjordânia e do rompimento do governo de coalizão palestino. As advertências chegam depois da divulgação de rumores de que Israel prepara o lançamento de uma ofensiva em larga escala contra a Faixa de Gaza.