Tem gente que não gosta de frio e pronto. Não tem discussão. Porém, “passar frio” em Campos do Jordão... Ah, ninguém resiste a um convite desses. Uma das localidades mais charmosas do País, a “Suíça Brasileira” agora quer quebrar o estigma da sazonalidade e seguir atraindo visitantes o ano todo com seu clima serrano, delicioso ar fresco da montanha, belezas naturais, excelente rede hoteleira, de restaurantes e pontos turísticos que, sem dúvida, gratificam a visita.
A cidade recebeu, nos últimos anos, cerca de 1,5 milhão de pessoas por temporada (de maio ao início de setembro) em busca da sofisticação, qualidade de atendimento, passeios com clima dos Alpes e programação para toda a família.
O município vem tentando reduzir a sazonalidade com iniciativas públicas e privadas e tem se tornado sede para eventos, congressos, convenções de empresas e clubes de serviços. Na programação anual da estância turística, o Festival de Inverno (que termina neste final de semana) é a “menina dos olhos” da cidade, com orquestras, músicos e maestros de renome. Até agosto, a cidade tem finais de semana cheios de atividades culturais, shows e exposições.
Nos outros meses do ano, não faltam atividades para os visitantes. A cidade integra o Mapa Cultural Paulista, promove diversos festivais e roteiros gastronômicos, como o Cozinha de Bistrô, o Festival do Foundue e a Festa do Pinhão; encontros de carros antigos; Festa da Cerejeira em Flor e o Festival de Música Nipônica; Festival da Viola e Rodeio da Montanha; a Oktoberfest; e o já tradicional Natal de Luzes e Sons.
Campos do Jordão está situada na Serra da Mantiqueira, no médio Vale do Paraíba, a 184 quilômetros da Capital paulista e a 502 quilômetros de Bauru. Sua altitude média é de 1.700 metros, o que proporciona à cidade um clima constantemente “frio” e aconchegante, inclusive no verão. Entre dezembro e fevereiro, as temperaturas dificilmente ultrapassam os 30 graus durante o dia e, à noite, os termômetros voltam a marcar abaixo dos 15 graus.
No inverno, como estamos agora, não é nada difícil fazer uma foto embaixo de um termômetro na Vila Capivari – o centro comercial e “social” da cidade, que agrega a maior parte dos restaurantes e lojas – com os grandes números marcando menos de dois graus.
Mas o frio de Campos do Jordão não assusta e, definitivamente, não é motivo para os turistas fecharem-se nas pousadas e hotéis aquecidos e confortáveis. Como bem definiu um visitante em sua primeira viagem à cidade, as baixas temperaturas na serra são “gostosas”, bem diferentes do frio úmido que parece “gelar os ossos” na Capital ou o vento cortante que pega os bauruenses desprotegidos nas madrugadas do inverno.