08 de julho de 2026
Articulistas

Mudando a rota


| Tempo de leitura: 2 min

Passam os dias e as pessoas permanecem as mesmas. Será que somos tão auto-suficientes assim para permanecermos a mesma coisa por toda a vida? Não sei! Creio que os conflitos psicológicos, emocionais e até financeiros abrem um grande buraco na cabeça das pessoas, que deixam escapar por entre os dedos as melhores oportunidades de suas vidas.

Certa vez, uma mulher foi até o Dalai Lama e disse: mestre, meu filho precisa parar de comer açúcar, mas ele não pára... e vim aqui por que esta é a minha última saída... o senhor poderia falar para ele parar de comer açúcar? Então, Sua Santidade disse àquela mulher: minha senhora, volte daqui a uma semana. Sem entender, a mulher foi embora e voltou depois de uma semana. O Dalai Lama, então atendeu os dois e disse ao menino: pare de comer açúcar pois isto faz mal a você! E a mãe ficou incomodada com a situação e disse: mas se era para fazer isto, por que o senhor não falou para ele parar na semana passada? E o mestre retornou: É que na semana passada eu também comia açúcar.

Esta parábola é interessante e incomoda por sua franqueza. Muita gente não muda suas atitudes para melhor por não encontrar um “Dalai Lama” em suas vidas. Outras não se modificam porque agem com petulância de personalidade. E existem pessoas que não mudam por pura falta de oportunidade... ou falta de “sacar” a necessidade de mudanças de rota.

Existe uma lei natural chamada de Lei do Progresso, tão importante quanto a Lei da Atração. Esta lei do Progresso redimensiona a realidade, pois acata as novas verdades impostas pelo tempo e pelo espaço. O que significa dizer, resumidamente, que a vida muda e nós também precisamos mudar. Aquela história mal acabada de bater no peito e dizer: “eu tenho minha personalidade e sei como sou” é algo tão deprimente quanto a vida das pessoas que sobrevivem só de falar mal dos outros.

Mudar de rota é uma necessidade do homem moderno, diante de tanto stress, baixa auto-estima, depressão e outras doenças que nos tiram a qualidade de vida. Mudar de rota é voltar a existir e percebermos que a vida é muito mais do que a água com açúcar que tomamos todos os dias. Existir plenamente é um caminho. Como? Respire fundo novamente, medite um pouco, seja você e perceba a existência. Fatalmente, as dores que você sentia ontem não estejam com você hoje.

O autor, Reginaldo Tech, é professor de literatura e redação; mestre em lingüística; estudioso da cultura oriental e do yoga; instrutor de meditação e ministra palestras sobre qualidade de vida através de projetos da ONG Comvida. Acesse: www.blogdotech.zip.net e o e-mail: reg_tech@terra.com.br