09 de julho de 2026
Geral

Seis empresas querem monitorar o Centro

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 4 min

Representantes de seis empresas especializadas em segurança patrimonial apresentaram ontem, na Prefeitura de Bauru, as opções de monitoramento por câmeras para o Centro da cidade. Todos os projetos mostrados estão orçados em pouco mais de R$ 200 mil, valor disponível para a primeira parte do projeto.

O projeto, intitulado Plano Piloto de Monitoramento, pretende colocar o Calçadão, as praças Rui Barbosa e Machado de Mello e todas as ruas transversais que as ligam sob observação da Polícia Militar (PM) 24 horas por dia para coibir crimes. Além de ajudarem na segurança, uma vez em funcionamento, as câmeras também poderão ser usadas pela prefeitura para acompanhar a efetividade dos serviços dos funcionários municipais, como limpeza e varrição, além de poder auxiliar a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) na fiscalização do trânsito.

As firmas que se apresentaram possuem experiência na área e já trabalham com esse tipo de serviço em outros locais. A Leal Monitoramentos, primeira a se apresentar, é a empresa responsável pelo trabalho feito em Ourinhos, cidade visitada recentemente pelo vice-presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), Francisco Franco de Bernardis, o Kiko.

Também esteve na reunião a W. Schubert, experiente em monitoramento de condomínios, a Ceintel, que faz o mesmo serviço para usinas de cana-de-açúcar da região, e a Bruna Painéis, representando a empresa que realiza o monitoramento das linhas 2 e 4 do Metrô de São Paulo, além da rua Santa Efigênia, na Capital paulista. A última a se apresentar foi a Premiun, que realiza o serviço na cidade do Rio de Janeiro, em Praia Grande e Mogi das Cruzes. A Microclínicas também enviou representantes, mas eles não apresentaram propostas.

Estiveram na reunião, representantes do comércio, do poder público municipal e das Polícias Civil e Militar.

Tecnologia avançada

As empresas se esforçaram para mostrar sistemas com tecnologia avançada, dentro do limite de verbas estabelecido pela administração municipal. Em todos os casos os empresários garantiram que o monitoramento é 100% eficaz, qualquer que seja a condição. Os modelos vão desde sistemas de fibra ótica, até sem fio, que possibilita integração em tempo real da câmera com a PM sem a necessidade de uma central, já que pode ser passado até por meio de telefone celular.

A reunião serviu para avaliar as propostas. De acordo com Kiko, após a apresentação das empresas o grupo deve se reunir e fazer uma análise mais minuciosa do que foi apresentado. “Esse encontro foi importante para conhecer as tecnologias que podem ser usadas dentro do valor que a prefeitura determinou”, explicou o vice-presidente da AEC.

Ele apontou ainda que deve ser marcada nova reunião para tomar a decisão, mas antes, todas as dúvidas devem ser esclarecidas. “Vamos nos reunir e definir qual a empresa, mas em primeiro lugar vamos sanar todas as dúvidas com relação ao sistema para escolher a melhor proposta, dentro do preço e com a tecnologia que melhor convier para o serviço”, apontou.

Como o projeto ainda está em fase inicial, Kiko diz que o comércio ainda espera novos desdobramentos nas negociações para falar em investimentos financeiros. “Não tenha dúvida que o comércio de forma organizada vai ter que dar algum tipo de suporte. Estamos com vontade de participar efetivamente para tentar viabilizar esse projeto”, garante.

____________________

Primeira fase

A instalação de câmeras na região central de Bauru é a primeira fase do Plano Piloto de Monitoramento que, futuramente, pode se estender para demais áreas da cidade, como a zona sul e locais de grande movimento, como bancos ou regiões com alto índice de criminalidade.

O Calçadão e as praças Rui Barbosa e Machado de Mello foram escolhidos para o início do projeto devido à quantidade de pessoas que transitam no local, até 60 mil pessoas em dias de movimento intenso. Outro motivo é o fato da região ser considerada a campeã de furtos a transeuntes na cidade, com cerca de 25% das ocorrências, segundo revelou o capitão João da Costa Duarte, comandante da 1.ª Companhia da PM, em matéria sobre o assunto já publicada pelo JC.

Ainda não existe data para a instalação das câmeras. A verba prevista para o projeto é de R$ 800 mil, pelo Plano Plurianual (PPA), sendo R$ 500 mil na atual administração municipal e R$ 300 mil na administração seguinte. A primeira parcela que a prefeitura vai investir no projeto é de R$ 200 mil.