08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Lula é minha Alice


| Tempo de leitura: 2 min

Para quem não sabe, Alice no País das Maravilhas é a fábula de uma menina que passa por um buraco e cai em um mundo imaginário, onde figuras caricatas e atrapalhadas vivem em paradoxos.

Desde 2003, esse é o mundo de Lula. Enquanto ele se regozija das palmas que recebe de sua fiel alcatéia, digo, platéia, durante seus discursos cheios de metáforas decoradas em seu mundinho medíocre e perfeito, 200 corpos ainda fumegavam, vitimados pela inépcia dos dirigentes da Anac e Infraero. Aliás, os mesmos digentes que, naquela fatídica noite, assistiam aos esforços dos bombeiros enquanto gargalhavam, protegidos pelas vidraças do aeroporto e do governo criminoso que fazem parte. Há meses vê-se um festival de besteirol, com gestos e frases chulas, omissão, incompetência e corrupção. Lula não manda nada nesse mundo real por uma questão simples: a escumalha que o acompanha na jornada só se preocupa com a distribuição de cargos e a disseminação da corrupção.

É a incompetência conjuntural que mistura falastrões à incapacidade administrativa. Lula não manda nada porque nem sabe o que fazer. Ainda que vista ternos Armani, sempre será um pau-de-arara. Que líder mundial se esconderia por 3 dias, mais preocupado com o saldo negativo da política desastrosa do que com a comiseração humana? Que tipo de líder se omitiria enquanto lágrimas de sangue brotam dos olhos da nação? Que presidente deixaria de dar uma palavra de conforto aos parentes das vítimas no mesmo dia da tragédia?

As patetices e incongruências dos personagens da fábula e do governo Lula são idênticas, mas a diferença entre Lula e Alice é que a inocência da garota era diametralmente oposta à perfídia, ganância, hipocrisia e astúcia de Lula. E, tivesse eu o mesmo poder da louca Rainha de Copas da fábula, daria a mesma ordem: cortem-lhe a cabeça. Literalmente.

Ivan Goffi