09 de julho de 2026
Regional

Polícia inicia inquérito para apurar morte no PS de Agudos

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - A Delegacia de Polícia (DP) de Agudos (18 quilômetros de Bauru) abriu um inquérito policial e aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Bauru sobre o resultado da necrópsia feita no corpo da adolescente Natália Caires, que morreu na última segunda-feira depois de sofrer uma possível reação alérgica a um medicamento administrado no Pronto-Socorro (PS) Municipal.

Segundo o delegado titular de polícia do DP de Agudos, Jáder Biazon, também devem ser ouvidas no inquérito as pessoas que atenderam a jovem, que deu entrada no PS à 0h45, com fortes dores abdominais, e foi a óbito às 5h. “Nós abrimos o inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte. Estamos aguardando o laudo do IML”, confirma o delegado.

Os pais da adolescente, inconformados com a morte da filha, registraram um boletim de ocorrência na delegacia. O exame de necrópsia foi solicitado pela administração do Hospital já que a jovem, provavelmente, teria sofrido uma reação alérgica a um medicamento.

Natália Caires, de 16 anos, deu entrada no PS na madrugada de segunda-feira sentindo dores na barriga. Na ocasião, foi administrado à paciente soro glicosado contendo dois medicamentos comuns. A jovem teria sofrido uma reação alérgica, o que fez com que fosse medicada novamente com um medicamento antialérgico.

O pai da jovem, Celso Caires, 45 anos, disse à reportagem, durante o velório da filha, que Natália não tomava remédios e acusou o PS de não fazer o exame antialérgico. A administração do Hospital, no entanto, mostrou documentos onde o histórico da jovem indicava que ela já havia sido medicada na unidade, em outras ocasiões, com remédios semelhantes. Natália também teria afirmado não ser alérgica ao dar entrada no PS. Além disso, segundo a administração, ela teria ficado em observação durante várias horas enquanto medicada.

Segundo uma fonte ouvida pela reportagem do JC, a princípio os resultados do exame de necrópsia indicam que a jovem aparentemente sofreu mesmo uma reação alérgica. O laudo da necrópsia e o inquérito policial, no entanto, poderão ajudar a esclarecer por que a adolescente não reagiu ao medicamento antialérgico.