Aguardando consulta no Pronto-Socorro Municipal (PSC) na última terça-feira à noite, o técnico previdenciário Bruno Emmanuel Sanches, 23 anos, defende a emissão de atestados pelo PSC. Com pedras nos rins, ele conta que no dia em que procurou atendimento pela primeira vez, na última semana, não conseguiu obter nem uma declaração de que havia estado no local.
“Tive que explicar no trabalho o que aconteceu”, conta. Como é funcionário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Bruno passou por uma perícia que confirmou o seu delicado estado de saúde e conseguiu uma licença de cinco dias. “Tenho sorte de trabalhar em um lugar onde entenderam a situação, para outras pessoas é difícil... Eles deveriam fornecer atestado aqui”, avalia.
Para a vendedora Luciana Dantas, 21 anos, que acompanhava uma amiga, sem atestado é preciso contar com a compreensão do patrão quando se freqüenta o PSC. “A gente não está aqui porque quer, se veio é porque precisa e não é justo que tenha que ficar implorando para que entendam a situação”, diz, indignada.
Ela também defende que os atestados sejam emitidos no local. “Já vim aqui à tarde e é sempre um desespero porque a gente tem que sair do emprego e não sabe se vai voltar”, revela.