08 de julho de 2026
Geral

Antes da matrícula é preciso definir meta

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Um curso de pós-graduação, por si só, não é garantia de emprego ou sucesso profissional. Por isso, antes de fazer a matrícula em algum desses cursos é preciso que a pessoa saiba exatamente o que procura neles e a cota de sacrifício que está disposta a oferecer para chegar até o fim da jornada.

“Fazer uma pós não significa que a pessoa está empregada. O que eu posso dizer é que aumentam as chances dela ser contratada”, diz a consultora organizacional Regina Maura Pereira Torres.

Em algumas áreas, avançar na pós-graduação pode não ser um bom negócio. Um doutor, por exemplo, tem encontrado dificuldades no mundo acadêmico. Muitos têm perdido o emprego e outros não são contratados por causa do valor do salário, que é maior do que aquele que se paga a um mestre.

“Infelizmente, as universidades particulares estão demitindo doutores e as públicas não estão contratando. Há uma restrição em função da falta momentânea de verbas. O salário de doutores é mais alto. O mercado para eles não está bom”, comenta a professora Maria Aparecida Moreira Machado, presidente da comissão de pós-graduação da FOB/USP.

Na opinião dela, essa dificuldade pode desestimular a procura por cursos de pós-graduação voltados ao mercado acadêmico. Por outro lado, áreas como a farmacêutica e de mineralogia estão em expansão e precisam de doutores.

O professor Luis Carlos Paschoarelli, coordenador do programa de pós-graduação em design da Unesp de Bauru disse que em uma reunião recente com o pessoal da Capes, ficou sabendo que a Petrobras e a Vale do Rio Doce precisam de pelo menos 3 mil mestres e doutores para contratação imediata.

Já para aqueles que procuram um aperfeiçoamento profissional, o mais indicado são os cursos de pós-graduação lato sensu, também conhecidos como de especialização. Em Bauru, existem 175 cursos de especialização, entre eles os de MBAs, 24 de mestrado e 13 de doutorado. A Universidade Paulista (Unip) é a que mais oferece cursos. São 60 ao todo, mas nem todos funcionam na prática. A abertura dos cursos, e isso vale também para as outras instituições de ensino, depende do número de inscritos. Se a procura for baixa, o curso não abre turma nova.