08 de julho de 2026
Geral

Estocagem incorreta pode ser perigosa

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

A estocagem de comida, ainda que não perecível, não costuma ser aconselhada por especialistas da área da saúde. “O ideal é consumir os alimentos o mais rápido possível, pois eles correm o risco de sofrer algum tipo de contaminação, caso permaneçam armazenados durante muito tempo”, explica a professora de curso de farmácia da Universidade do Sagrado Coração (USC) Eliane Maria Ravasi Stéfano Simionato.

O problema, segundo ela, é que os cereais e grão que permanecem guardados durante longos períodos de tempo passam a ficar sujeitos à ação de fungos. “Na medida em que se desenvolvem, esses microrganismos vão produzindo substâncias que podem ser prejudiciais aos seres humanos - muitas delas, inclusive, cancerígenas”, alerta.

Pelo fato de se tratarem de formas microscópicas de vida, a infestação desses fungos não é percebida a olho nu, na maioria dos casos. Quando o bolor aparece, é um sinal de que os microorganismos já se alastraram bastante.

“Quando isso acontece em um pacote de feijão, por exemplo, não adianta lavar os grãos ou jogar fora a parte esverdeada e consumir o resto. Caso o fungo tenha produzido as microtoxinas, nada será capaz de retirá-las do alimento”, afirma a professora.

Apesar de não recomendar que as pessoas mantenham estoques de comida em casa, a professora reconhece que o método de armazenamento utilizado pelos mórmons pode ser válido para evitar a contaminação por microorganismos. “Fungos necessitam de oxigênio para se desenvolver. Se você retira o ar da embalagem onde o alimento será mantido, o bolor não terá como sobreviver”, diz. Sobre o sistema que utiliza alho para conservar grãos, a professora afirma desconhecer os fatores que impedem os mantimentos de se deteriorarem.