09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Propaganda é a alma do negócio

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 1 min

Durante a operação na cidade de Bauru, as equipes da Recckitt Benckiser e da Mid West também constataram que não há espaço para experimentações. “A proposta era dar acesso, já que as pessoas não têm dinheiro para experimentar novos produtos, usam o que já conhecem”, diz Moysés. Marcas menos conhecidas só são adicionadas ao carrinho se o dinheiro está curto.

Garantindo essa idéia, o comerciante Baltazar Cassiano Lira Cavalcanti afirma: “Os clientes vão direto ao expositor que tem o ‘Veja’, porque sabem da qualidade”. Antes da “Arrasa Quarteirão”, o varejista já comprava produtos da marca, mas não tinha fornecimento constante para sua mercearia na Vila Cardia.

Fazendo a ponte entre a indústria e o comerciante, além de bater perna, a Reckitt Benckiser apostou na propaganda popularizando os anúncios em rádios e aliando mídias. “Nos bairros periféricos o principal veículo são as rádios. Também valem a associação de veículos como jornal e cartazes chamando para a propaganda”, salienta Moysés.

A multinacional apostou na divulgação associando um programa de auditório com jornais. As campanhas na TV contam com dicas, informações e soluções de limpeza e conservação da casa, dirigidas aos consumidores. No projeto-pioneiro implantado em Bauru, a mídia escolhida foi o Jornal da Cidade, onde a propaganda pode ser vista, diariamente, com o apresentador Gugu Liberato estampado junto a seis produtos de limpeza.