08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Arnaldo Jabor


| Tempo de leitura: 2 min

Está circulando pela internet um artigo (3 folhas), de autoria do corajoso jornalista Arnaldo Jabor, que nos faz refletir muito. Para quem não o leu, procurarei pincelar alguns trechos importantes. Diz ele:

“Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.” “Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.” “Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira”.

“Brasileiro é um povo honesto. Mentira” “Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou comentar...”

Em seguida a cada um desses tópicos, com muita propriedade, desenvolve sua idéia. Tentarei resumir (não é tarefa fácil), colocando aspas quando a frase for da autoria dele, mas que adoraria que fossem minhas.

Afirma ele que o povo brasileiro:

É babaca, porque elegeu “para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida”, e porque o povo, além de pagar 40% de sua renda em tributos, dá esmola para o pobre, ao invés de cobrar solução para esse problema.

É bobalhão porque faz piadas com as imundícies que nos afetam. O brasileiro “ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo”.

É vagabundo porque se indigna ao ver o deputado ganhar uma fortuna para trabalhar apenas 3 dias na semana, mas gostaria de estar no lugar dele, além de conformar-se em receber esmolas do governo ao invés de trabalhar.

É desonesto porque ao mesmo tempo em que fica indignado com fatos como o do mensalão, “pensa o que faria se arrumasse uma boquinha dessas”; diz, ainda, que os 90% dos pobres que vivem nas favelas do Rio, e que o governo insiste dizer serem trabalhadores honestos, não o são, pois se fossem mesmo, “já teriam tocado os bandidos de lá para fora” e cooperariam com a polícia na identificação dos mesmos.

“Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia”...“Vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores), todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.”

É isso aí, Arnaldo Jabor. Parabéns pela sua coragem de falar a verdade.

Alzira Garcia