10 de julho de 2026
Internacional

Governo paquistanês fecha mesquita vermelha

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Islamabad - O governo paquistanês ordenou ontem o fechamento por tempo indeterminado da Mesquita Vermelha, em Islamabad. A medida se deve ao receio de novos ataques como o atentado suicida em um hotel a cerca de 500 metros do local ontem, que causou a morte de 15 pessoas. O fechamento também se deve aos violentos conflitos entre a polícia e centenas de radicais.

O porta-voz do Ministério do Interior paquistanês, Javed Cheema, declarou à imprensa que os policiais receberam ordem para estabelecer pontos de controle e isolar a área, em pleno centro da capital do Paquistão.

Segundo ele, o governo ordenou o fechamento do edifício porque estudantes radicais tentaram retomar o controle da mesquita, boicotando as orações da sexta-feira no dia da reabertura do centro religioso ao público.

As autoridades paquistanesas investigam também de que forma o homem-bomba conseguiu realizar o atentado no coração da capital.

O Paquistão enfrenta uma onda de atentados suicidas que já mataram mais de 180 pessoas desde o cerco e invasão da Mesquita Vermelha pelo Exército, há mais de duas semanas. A explosão ocorreu no mesmo dia em que centenas de estudantes e fiéis islâmicos invadiram a Mesquita Vermelha para exigir a volta do clérigo radical Abdul Aziz, afastado pelo governo, à Mesquita Vermelha. Cerca de 50 pessoas foram presas.

O atentado ocorreu pouco depois que a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes.

Abdul Aziz, que os islâmicos querem trazer de volta à mesquita, está detido pelo governo. Ele liderou muçulmanos que protestavam contra o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, na maior parte do cerco e a invasão da Mesquita Vermelha.