09 de julho de 2026
Geral

Plástico, papel e alumínio são os produtos mais procurados

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Pesadelo de qualquer ambientalista, as garrafas feitas de polietileno tereftalato, o famoso PET, ainda são encontradas aos montes no aterro sanitário de Bauru. Porém, uma empresa da cidade compra em Bauru e região cerca 80 toneladas de garrafas PET por mês. “Menos de 20% são comprados na região. A maioria é de Bauru mesmo”, revela Jadson Leonel Marcelino de Oliveira, proprietário da empresa.

Para somar um quilo, são necessárias 20 garrafas PET de dois litros. Ou seja, 80 toneladas representam 160 mil vasilhames. Na empresa, as garrafas PET são prensadas e depois enviadas para Minas Gerais, onde uma indústria as transforma em plástico granulado. Esse material é vendido para o Rio de Janeiro e para a cidade de São Paulo, onde é reciclado e transformado em sacos plásticos e sacolas. “Por ser muito poroso, ele não pode mais ser empregado na confecção de embalagens de alimentos”, explica Oliveira.

O empresário observa que todos os meses sua empresa chega a reunir 250 toneladas de plástico, das quais 200 toneladas são compradas de depósitos de recicláveis de Bauru. “Sacolas de supermercado, saquinhos, potes, tudo”, conta. O plástico reciclado é utilizado na fabricação de nylon, tecidos e mais saquinhos e sacolas.

A empresa de Paulo Sérgio de Souza coleta pouco mais de um terço do papel descartado em Bauru. Ele avalia que mensalmente sejam descartadas de 3 a 4 mil toneladas de papel, papelão, jornal e revistas na cidade. “Eu já cheguei a comprar 1,8 mil tonelada. Mas atualmente não passo de 1,4 mil tonelada”, conta.

Para reunir o material, ele compra de todos os depósitos de papel da cidade. Na sua empresa, o papel é repassado às companhias que vão prensar e picotar o material. “Geralmente, para firmas de Piracicaba, Londrina. Elas mandam para a indústria de cartonagem, que fazem a reciclagem do papel”, explica.