09 de julho de 2026
Geral

Trabalho temporário e sustento para a família

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Homens jovens, desempregados, analfabetos ou semi-alfabetizados, que conseguem no máximo R$ 200,00 por mês. Esse é o perfil dos catadores autônomos de Bauru. Em 2006, a Secretaria Municipal do Bem-estar Social (Sebes) divulgou estudo realizado em parceria com alunos de serviço social da Instituição Toledo de Ensino (ITE), para traçar as características desse trabalhador.

Foram entrevistados cerca de 300 catadores autônomos. Pelo estudo, 58% são homens. Cerca de 50% têm idade entre 25 a 45 anos e 27% são analfabetos ou semi-analfabetos.

A renda mensal é bem baixa: 68,76% dos entrevistados têm renda per capita de apenas um quarto de salário mínimo. E 75% dos catadores esperam conseguir um emprego fixo para deixar os recicláveis.

Adilson dos Santos Bonfim, 38 anos, sempre trabalhou no ramo da construção civil. Mas há três anos, quando a empresa que atuava faliu, tornou-se servente de pedreiro e há duas semanas, sem trabalho, passou a percorrer as ruas da cidade recolhendo recicláveisemum carrinho. “Começo a pegar material às 8h e só paro às 18h", diz. “Se o dia for bom, faço R$ 30,00 com os recicláveis”, conta. Mas ele quer mesmo é voltar para a construção civil.