São Paulo - Quase um em cada quatro vôos previstos para ontem, último dia das férias de julho, sofreram atrasos superiores a uma hora, segundo a Infraero (empresa que administra os aeroportos do País). Dos 1.294 vôos programados entre 0h e 19h, 313 tiveram atrasos (24,1%) e 94 foram cancelados (7,2%).
A assessoria de imprensa da Infraero considerou o número de atrasos registrados ontem como “acima do normal”.
Segundo o órgão, ainda há reflexos das restrições feitas a Congonhas após o acidente com o Airbus da TAM, no último dia 17. Apesar do problema, não houve registro de grandes filas. Em São Paulo, a maior quantidade de atrasos ocorreu em Cumbica, onde 22% dos vôos haviam sofrido atrasos até as 19h. A Infraero informou que não houve dificuldades climatológicas em Guarulhos.
A dificuldade ocorreu com as companhias, informou a assessoria da empresa no aeroporto.
A TAM, cujos vôos corresponderam a cerca de 60% do total de atrasos, disse enfrentar “problemas na readequação da malha aérea devido à volta de passageiros em férias”, sem informar mais detalhes. No aeroporto, havia poucas filas nos guichês. No início da noite, os argentinos Nora e Gustavo Porta esperavam o vôo para Buenos Aires, que atrasaria duas horas. “Lá temos outros problemas, mas não esse, de não conseguir viajar na hora certa”, disse Nora.
O atraso faria com que ela chegasse à capital argentina de madrugada. “É uma lástima”. Em Congonhas, o movimento foi tranqüilo. Das 147 decolagens previstas, três sofreram atrasos. Após o acidente da TAM, as companhias não puderam vender bilhetes com saída do aeroporto no período anterior a hoje.
Ônibus
Uma das opções para quem quis fugir de problemas nos aeroportos, o terminal rodoviário do Tietê recebeu anteontem uma movimentação intensa, e as empresas tiveram de colocar ônibus extras. O número de carros para Belo Horizonte, por exemplo, dobrou. Para o Rio de Janeiro, o aumento foi de 20%.
Já os motoristas que utilizaram as estradas no Estado não enfrentaram problemas, de acordo com a polícia rodoviária e as concessionárias.