10 de julho de 2026
Nacional

Despesas do governo crescem mais do que o PIB no primeiro semestre

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - As despesas do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) cresceram em ritmo maior do que a economia brasileira no primeiro semestre deste ano. Apesar disso, o governo comemorou o fato de o ritmo de crescimento dos gastos ter diminuído em relação aos primeiros seis meses do ano passado.

As despesas cresceram 2,7% a mais do que o PIB nominal no primeiro semestre deste ano, contra 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, o crescimento da receita foi de 3% nos primeiros seis meses de 2007, contra 3,6% o mesmo período de 2006. “A velocidade de crescimento das despesas está caindo e a do investimento, aumentando. São fatores que projetam em médio prazo o que o Brasil quer: menos despesas de custeio, mais investimentos e não haver a necessidade de maior carga tributária”, disse o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

No primeiro semestre, o resultado do governo central foi superavitário em R$ 43,785 bilhões, o equivalente a 3,6% do PIB (Produto Interno Bruto). O resultado é 13,4% maior do que o mesmo período do ano passado. Em junho, o superávit foi de R$ 5,298 bilhões, maior do que o registrado em maio (R$ 4,822 bilhões). Para Augustin, o resultado ocorreu devido principalmente ao aumento nos salários e melhor desempenho da economia. “Houve um crescimento de receita baseado não no aumento de alíquota, mas no crescimento da economia do país e da carga salarial”, disse.

O secretário evitou, porém, prever datas para a diminuição da carga tributária que, segundo ele, se dará a médio ou longo prazo. “A velocidade pode não ser a que cada um de nós deseja, mas está acontecendo”, ressaltou.

Nos seis primeiros meses do ano, a Previdência e o Banco Central tiveram resultado negativo de E$ 20,783 bilhões e R$ 301,8 milhões respectivamente. Já o Tesouro Nacional teve superávit de R$ 64,87 bilhões. O aumento da receita total do governo central, que no semestre cresceu 13,1%, a R$ 295,533 bilhões (24,33% do PIB), determinou os resultados. No mesmo período de 2006, a arrecadação somou R$ 261,2 bilhões (23,61% do PIB).

As despesas do governo, porém, também tiveram alta. No semestre, os gastos chegaram a R$ 199,4 bilhões, uma alta de 12,74% e o equivalente 16,41% do PIB.