São Paulo - O mercado de consumo de luxo fatura mais de US$ 400 bilhões de dólares por ano no mundo. No Brasil, são US$ 3,9 bilhões, sendo São Paulo responsável por 72% dessa fatia. Segundo pesquisa da MCF Consultoria, esse mercado atinge 2,5% da população brasileira.
Apesar do baixo índice, esses consumidores colocam o Brasil entre os dez maiores mercados de consumo de luxo do mundo. “O consumo ainda se encontra muito concentrado na região Sudeste, com foco na cidade e Estado de São Paulo, variações no mercado do Rio de Janeiro e tradicionalmente um consumo tímido no sul do Brasil”, afirmou Carlos Ferreirinha, ex-presidente da Louis Vuitton e diretor da MCF Consultoria, acrescentando que acredita no crescimento da atividade nas regiões Norte e Nordeste.
Na América, o Brasil está em segundo no consumo de luxo, atrás apenas dos Estados Unidos. Depois de São Paulo, figuram no ranking desse consumo as cidades: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Distrito Federal, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Florianópolis.
O crescimento anual do mercado de luxo no país foi de 17% no ano passado e neste ano deve ficar em torno de 10%, segundo a MCF.
Segundo Ferreirinha, “o Brasil tem demonstrado um crescimento vigoroso e importante no consumo de bens e serviços e é um dos mais interessantes novos mercados no mundo.”
Ainda de acordo com a consultoria, a estimativa é que, em 2010, o público consumidor de artigos de luxo desembolse algo em torno de US$ 1 trilhão ao ano em mercadorias de alto valor agregado no mundo.
A expansão anual na venda desses produtos deve ficar em torno de 15%, em média, nos próximos anos, segundo informações da BCG obtidas com empresas que atendem esse público em 23 categorias. “A classe média tem sido muito importante para o consumo desse segmento no mundo. No Brasil, no entanto, essa fatia da economia não tem conseguido exercer esse papel. Assim, o perfil da clientela brasileira ainda é muito focado no poder aquisitivo mais alto e imediato para consumo”, afirmou Ferreirinha.