08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

“Recordações de Bauru”


| Tempo de leitura: 2 min

Letra de Antonio Antunes da Silveira

1

Bauru querido, que outrora foi famoso,

aqui reinava, o amor paz e o sorriso.

Sem exagero, era o cantinho do céu,

que Deus deixou, para ser nosso paraíso.

Terra abençoada, de um povo hospitaleiro,

trabalhador ordeiro, e muito gentil.

Com muita honra, é chamada sem limite,

coração do Estado, orgulho do Brasil.

2

Dentro do peito, trago a marca da saudade,

nessas palavras, busco em Deus inspiração.

Para falar, desse povo tão bendito,

somente nele, encontrei a solução.

Quem conhece, e acompanha o seu progresso,

pode contar com orgulho, a sua história.

Menção honrosa, para os heróis do passado,

por ter nos dado, essa brilhante vitória.

3

Quem viu Bauru, quando ainda era floresta,

sem boas casas, bangalos e arranha céu.

Jamais pensava, que no decorrer dos anos,

fosse preciso tirar para ele o chapéu.

Seu crescimento, foi uma coisa espantosa,

brilhou na indústria, seu comércio é promissor.

Com certeza nossa linda Sem Limites.

É o cartão de visita rainha do interior.

4

De verdes matas, virou uma selva de pedra,

onde as estrelas brilham, nesse imenso céu azul.

Bauru foi sede do maior entroncamento,

ferroviário de toda América do Sul.

Nossa Noroeste, pioneira nos transportes,

deixou saudade dos anos que longe vai.

Porque fazia com eficiência o intercâmbio,

com a Bolívia e o glorioso Paraguai.

5

Para quem chegava, na Estação Ferroviária,

admiravam por ela ser tão bacana.

Cartão postal da cidade também o tronco,

das linhas Noroeste, Paulista e Sorocabana.

No marco o construíram a matriz,

onde os fiéis, faz suas preces fervorosas.

E uma praça dessa de terceiro mundo,

que leva o nome do saudoso Rui Barbosa.

6

Quantas indústrias, de prestígio instalaram

nesta cidade, e não foram por acaso.

Anderson Clayton, Antarctica e Coca-Cola, Sanbra e o Laredo, e o glorioso Matarazzo.

Que tal falar dos Moreira e Julio Meca.

E tantas outras de potencial e bom porte,

jamais podemos esquecer da Luzitana,

e da ECCB, pioneira nos transportes.

Antonio Antunes da Silveira - RG 10.484.548