O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Paulo Madureira (PP), convidou os líderes dos Legislativos de 40 municípios da região para integrarem a comitiva de autoridades que se reunirá, no próximo dia 8, na Secretaria Estadual dos Transportes, com o titular da pasta, Mauro Arce, e representantes do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) para discutir a possibilidade de instalação de um terminal de cargas no aeroporto Moussa Tobias.
O encontro também contará com a presença do prefeito Tuga Angerami, que também já efetuou convite aos chefes do Executivo da região, vereadores bauruenses e da região e dos deputados Pedro Tobias (PSDB) e José Paulo Tóffano (PV). No convite, Madureira salientou a importância da presença dos representantes das Câmaras regionais na comitiva para a formação de um movimento pela conquista do terminal de carga aérea. “Tal fato certamente colaboraria para o desenvolvimento de cada um desses municípios”, frisou.
Madureira destacou ainda no documento a realização da visita de autoridades bauruenses e regionais à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), relembrando que na oportunidade foram apresentadas as vantagens técnicas que o aeroporto Bauru-Arealva possui ao ser comparado a outras opções de aeródromos existentes no Estado que poderiam ser utilizados como alternativa para transferência de parte da demanda do setor registrada nos aeroportos da Capital.
Madureira mencionou a comitiva que contou com a participação de Tuga Angerami, Paulo Madureira (PP), João Parreira (PSDB), o deputado José Paulo Tóffano (PV) e o secretário Walace Sampaio, e discutiu em Brasília a homologação do aeroporto Moussa Tobias com o diretor-presidente da Anac, Milton Zuanazzi. De acordo com Madureira, “a intenção é fazer com que o Estado de São Paulo se posicione junto aos órgãos federais para viabilizar a execução das obras necessárias para que o aeroporto possa ser utilizado como terminal de carga aérea”, salientou.
Os convites de Angerami e Madureira foram encaminhados para os municípios de Agudos, Arealva, Avaí, Balbinos, Bariri, Barra Bonita, Bocaina, Boracéia, Borebi, Cabrália Paulista, Cafelândia, Dois Córregos, Duartina, Gália, Garça, Getulina, Guaiçara, Guaimbé, Guarantã, Iacanga, Igaraçu do Tietê, Itajú, Itapuí, Jaú, Lençóis Paulista, Lins, Lucianópolis, Macatuba, Mineiros do Tietê, Paulistânia, Pederneiras, Pirajuí, Piratininga, Pongaí, Presidente Alves, Promissão, Reginópolis, Sabino, Ubirajara e Uru.
O processo que busca a homologação do aeroporto Moussa Tobias para se transformar em terminal de terminal de cargas aguarda posição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Antes do processo retornar ao Daesp para que o órgão estadual encaminhe o pedido de homologação ao Governo Federal, é necessário o aval de órgãos como a Anvisa, Polícia Federal, Receita Federal e Ministério da Agricultura. Os demais órgãos citados já se manifestaram.
A homologação ainda dependerá de aprovação federal e de recursos para obras obrigatórias, como ampliação da pista atual de 2.100 metros de comprimento por 45 metros de largura para pelo menos 2.700 metros, de reforço da resistência do pavimento para suportar pelo menos 64 toneladas de peso/carga com aeronaves, instalação de equipamentos para permitir pousos e decolagens por instrumentos, inclusive no período noturno, e instalação de galpão de cargas, este último em geral realizado pela iniciativa privada.
Levantamento do Daesp sobre o custo das obras necessárias aponta que no aeroporto de Bauru o projeto deverá exigir R$ 26 milhões. O mesmo procedimento em aeroportos como o Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), exigiria mais de R$ 120 milhões somente em uma etapa inicial. Entre as diferenças comparativas favoráveis a Bauru, na comparação com a situação de Ribeirão Preto por exemplo, estão o alto custo de desapropriação de 1.800 famílias no entorno daquele aeroporto, das implicações contrárias na área de aprovação de impacto ambiental e a ausência de licença prévia para a extensão da pista, fator já obtido em Bauru.