O que há alguns anos era artigo de luxo, acessível apenas a quem tinha poder aquisitivo suficiente para comprar, atualmente é mais um item cujas vendas vêm aumentando gradativamente no comércio. O laptop - também conhecido como notebook -, computador portátil que o usuário pode levar para onde quiser, não é mais um produto inacessível. Lojas especializadas em itens de informática têm registrado crescimento expressivo da procura pelo equipamento.
Em algumas lojas consultadas pelo Jornal da Cidade, o número de laptops comercializados por mês já supera o dos microcomputadores pessoais (PCs), na sigla em inglês. “O laptop tem a mesma função do micro com a vantagem de poder ser levado para qualquer lugar”, afirma Ronaldo Donizete da Silva, gerente de uma loja de eletrodomésticos e eletrônicos de Bauru.
Além dessa facilidade de transporte, as pessoas têm sido atraídas para a compra porque o preço está bem abaixo do que era antes. Atualmente, é possível adquirir um aparelho novo por R$ 1.500,00, o que era inimaginável há pouco tempo. Apesar do computador ter média de preços inferior, os consumidores têm preferido o laptop pela vantagem de poder levá-lo para onde for necessário - o que facilita e amplia suas possibilidades de utilização.
Atrativos
Outro atrativo é o fato do equipamento ter todos os recursos que um microcomputador tem, desde gravador de CDs até leitor de DVDs. “A pessoa pode levar o laptop em uma viagem e assistir um filme, navegar pela Internet, são várias opções”, comenta Silva.
Outra loja consultada pelo JC apontou salto nas vendas deste equipamento. O gerente Gustavo Henrique Alves Paulino afirma que a procura cresceu muito, superando a venda de micros e, em alguns casos, também supera a venda de outros eletroeletrônicos. Somente no mês passado, Paulino afirma que a loja vendeu 40 peças, contra uma média de três a quatro em meses anteriores. “Hoje em dia está muito mais fácil comprar um laptop, e ele tem tudo que a pessoa precisa”, ressalta.
Em outra loja especializada em equipamentos de informática, o número de equipamentos vendidos também aumentou. Segundo Aline Andrade, responsável pelo departamento financeiro da loja, a média de vendas ainda é menor que a de micros. Mesmo assim, dobrou em relação ao que ocorria há pouco tempo. “Antes nós vendíamos um ou dois laptops por mês. Hoje em dia, são cinco”, afirma.