09 de julho de 2026
Geral

Solicitada autorização para DNA de 14 crianças e mães

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Dando continuidade ao inquérito que tenta descobrir se uma criança que nasceu na Maternidade Santa Isabel, em Bauru, em 21 de outubro de 2001 está viva ou realmente morreu – como está no atestado de óbito – e se morreu onde está enterrada, o delegado Ismael Cavalieri, do 3.º Distrito Policial, solicitou autorização ao Ministério Público e ao Judiciário para coletar material para teste de DNA em 14 crianças que estão vivas e 14 mulheres que deram à luz naquela data na unidade de saúde.

Vera Lúcia Dutra deu à luz naquele dia e foi informada que a criança, que morreu, era menino. O marido de Vera Lúcia, Reginaldo Aparecido de Souza, enterrou o bebê, mas dias depois desconfiaram da troca de crianças e acionou a polícia. Durante o inquérito, a criança foi exumada e o exame de DNA feito pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que se tratava de uma menina. Portanto, ficou comprovada a troca de bebês.

No mesmo dia, outros três bebês morreram na Maternidade Santa Isabel. Tentando descobrir se houve troca entre bebês mortos, se o filho de Vera Lúcia e Reginaldo estava em uma das outras três covas onde foram enterradas as outras crianças, o delegado solicitou DNA de todas elas. Porém, pelo adiantado estado de decomposição dos corpos, os exames não foram conclusivos.

Ou seja, não foi possível esclarecer se o filho/filha de Vera Lúcia e Reginaldo é um dos quatro bebês mortos na data ou está vivo. Então, o delegado Ismael Cavalieri decidiu investigar entre as crianças vivas. “Vamos aguardar a autorização do juiz e do promotor para colher material das crianças e das mães. Se as crianças estiverem com suas respectivas mães, ficará comprovado que o filho ou filha do casal é um dos bebês que morreram”, diz.

Antes, porém, da nova coleta de material para DNA, será preciso identificar e localizar as crianças e suas mães. “Pelo menos o processo está andando. A gente fica mais tranqüilo porque quero saber se meu filho está morto ou vivo. E se estiver vivo, onde ele está”, afirma Reginaldo.

No inquérito, tentando descobrir onde ocorreu a troca - se na maternidade ou em funerária - , funcionários de todos os estabelecimentos envolvidos foram ouvidos. Porém, muitos deles não atuavam mais nas funções da época da morte. Uma das funerárias envolvidas, inclusive, já havia encerrado as atividades, o que impossibilitou esclarecer onde ocorreu a troca de bebês.