Fé, disposição, comida boa e muitas atrações culturais fecharam ontem o 2.º Festival de Folclore de Bauru. As atividades começaram cedo, com uma cavalgada que reuniu 300 participantes de Bauru e de outras seis cidades da região.
Por volta das 11h, os tropeiros partiram do cruzamento das avenidas Nações Unidas e Jânio Quadros, seguindo até a avenida Otávio Pinheiro Brizola, de onde desceram para o Parque Vitória Régia. A comitiva fez o percurso, de aproximadamente oito quilômetros, em uma hora e meia de cavalgada. Um almoço, com o tradicional arroz carreteiro e feijão tropeiro, foi servido aos participantes, assim que chegaram ao Vitória Régia.
Foram necessários 30 quilos de arroz e 20 de feijão, temperados após a tradicional queima do alho. “É uma comida típica, que não pode faltar em uma ocasião como essa”, comentou o cozinheiro Osni Delecrode, que preparava o arroz carreteiro, auxiliado por cinco ajudantes.
O evento atraiu cavaleiros de toda a região. Reginópolis (a 75 quilômetros de Bauru), por exemplo, foi representada pela comitiva Cowboys da Madrugada. Vinte tropeiros, trajados com camisas cor-de-rosa, fizeram questão de marcar presença com suas mulas. “Nosso grupo existe desde 1993. Desde então, participamos sempre de rodeios e cavalgadas pela região”, disse Rodrigo Rosa, capataz da comitiva.
Os tropeiros, como já é tradição do grupo, trouxeram a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que seguiu na frente da cavalgada, em uma mula-cargueiro. “Todos nós somos católicos e devotos de Nossa Senhora. Sempre que saímos para as cavalgadas e rodeios, levamos a imagem junto”, explicou Rosa.
Durante todo o percurso, a cavalgada chamou a atenção de pedestres e motoristas que foram interceptados pelo caminho. Aplausos, acenos e gestos religiosos foram comuns por onde os cavaleiros passaram. “Estamos resgatando os velhos tempos, quando as cavalgadas ainda eram a única forma de transportar o gado e todos esses aspectos culinários e de fé eram ressaltados. Esse é o objetivo: não deixar essa história cair no esquecimento”, ressaltou Cláudio dos Santos, responsável pela organização da cavalgada. Segundo ele, o número de participantes ficou dentro do esperado.
O último dia do festival também contou com participações especiais do Grupo Folclórico de Macambira, de Aracaju (SE) e do Grupo Folclórico Frutos do Pará, de Belém do Pará (PA).