Jaú – Funcionários da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) estiveram na Praça da Bíblia na semana passada para cortar cerca de 12 árvores existentes no local que deve abrigar o novo camelódromo de Jaú (47 quilômetros de Bauru).
O empreendimento é de responsabilidade dos próprios comerciantes que devem desembolsar em torno de R$ 20 mil cada um para se instalarem na nova área. Dois meses atrás, o prefeito João Sanzovo Neto (PSDB) e o vereador Tito Coló Neto (PSDB) reuniram-se com os 26 ambulantes que fazem parte da Associação de Camelôs de Jaú para informar que a lei que concede à entidade o direito gratuito de uso por 30 anos de uma área pública foi aprovada pela Câmara Municipal.
Localizada entre as ruas Tenente Lopes e Quintino Bocaiúva, no Centro, na Praça da Bíblia será construído o Shopping Popular que abrigará os camelôs que atualmente ocupam a Praça Oswaldo Galvão de França, ao lado da rodoviária. Conforme a lei, a partir de agora, os ambulantes terão três meses para iniciar a construção dos boxes unitários e 12 meses para finalizar as obras e inaugurar o espaço.
Além do terreno, a Prefeitura Municipal também foi a responsável pela elaboração do projeto arquitetônico. Durante toda a fase de construção, deverá fazer o acompanhamento técnico e oferecer apoio profissional especializado.
O Município tem interesse na mudança do camelódromo já que o atual, em frente à rodoviária, é alvo de críticas por “poluir” o visual da área central, além de não oferecer condições ideais para o uso dos comerciantes e visitantes. De acordo com o prefeito Sanzovo, a transferência do camelódromo para o novo local, faz parte do plano de revitalização da praça e do entorno da rodoviária, elaborado pela Secretaria de Transporte e Trânsito de Jaú.
“O projeto começou com a transferência do ponto central de ônibus circulares para a rua Saldanha Marinho, em agosto de 2005, para o funcionamento do terminal urbano de integração. Após a saída dos camelôs, vão retomar o projeto e devolver esse espaço de lazer e recreação à população jauense”, afirma.
Para o presidente da Associação de Camelôs, Luiz Ferreira, o novo local será mais aconchegante para os ambulantes. “Vai ser bom para nós e para nossos clientes. Tenho certeza que vai ficar um espaço maravilhoso, bem limpo e aconchegante, com estrutura de sanitários e condições ideais de higiene e segurança. Além disso, produtos de qualidade e ótimos preços, que o cliente já conhece”, destaca.
Financiamento
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, cada ambulante deverá arcar com os custos do seu boxe o que gira em torno de R$ 20 mil. Como nem todos os comerciantes dispõem de recursos suficientes, a entidade está em contato com a Caixa Econômica Federal para tentar formalizar um financiamento coletivo.
“Esse financiamento poderia ser em nome da Associação, na qual haveria um rateio das parcelas mensais. Se isso não for possível, vamos fazer um financiamento individual mesmo. O mais importante é trabalharmos juntos para agilizar o andamento das obras”, comenta Ferreira.