Jerusalém - Mais de 300 guerrilheiros palestinos na Cisjordânia já aceitaram entregar suas armas como parte de um acordo de anistia com Israel, informou ontem um alto oficial de segurança palestino citado pela agência Associated Press.
Entre os guerrilheiros estão incluídos membros das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, braço armado do movimento Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
Depois da tomada da faixa de Gaza pela facção rival islâmica Hamas, em meados de junho, Abbas afirmou que não permitiria mais que milícias operassem na Cisjordânia, controlada pela ANP. O Hamas afirma que mais de 400 de seus membros foram presos na Cisjordânia desde junho.
Hamas e Fatah, que possuem braços armados e políticos, dividiam o poder no governo de coalizão palestino até junho, mas romperam o acordo após uma onda de violência que deixou mais de 100 mortos em Gaza.
Após o Hamas expulsar o Fatah da faixa para a Cisjordânia, Abbas destituiu o grupo islâmico do governo e formou um novo gabinete, apoiado pela maior parte da comunidade internacional - incluindo Israel e Estados Unidos.
O Exército de Israel ofereceu anistia para os guerrilheiros com laços com o Fatah, como parte do esforço internacional para fortalecer o governo de Abbas na Cisjordânia e isolar o Hamas em Gaza.
Hoje, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, devem se reunir para negociar um acordo de princípios como o primeiro passo para a anunciada conferência de paz no Oriente Médio.
Segundo fontes da Autoridade Nacional Palestina (ANP), o encontro deve acontecer na cidade de Jericó, na Cisjordânia, no que seria a primeira reunião oficial dos dois líderes em um território ocupado por Israel.