• Plano piloto mudou 1
Atendendo a insistentes pedidos do JC, o Daesp informa em matéria na página 4 de hoje que a pista do aeroporto Moussa Tobias comporta resistência para 42 toneladas (PCN), afastando, por ora, a possibilidade de que na fase de execução o piso teria sofrido alteração para PCN menor a fim de ser concluído rapidamente. O que foi pessimamente alterado em relação ao novo aeroporto é o que estava escrito no plano piloto, este de dezembro de 1995.
• Plano piloto mudou 2
O plano piloto de então apontava para a construção de um aeroporto internacional para cargas e passageiros, para operar até com Boeing 747, com pista planejada de 3.230 metros. Mas houve alteração e a pista ficou com 2.100 metros e o piso certamente também foi reduzido. Isto está em documento do Daesp obtido com exclusividade pelo JC. Assim, o aeroporto virou regional, nos moldes atuais.
• Comitiva regional
Mesmo assim, uma comitiva de Bauru e região pedirá a homologação de terminal de cargas para o aeroporto Moussa Tobias hoje, em São Paulo, junto à Secretaria Estadual dos Transportes com o argumento de que o mesmo tem amplas condições se operar neste segmento. E não se trata somente de pressão política, mas de apontar tecnicamente o aeroporto local como alternativa ao sistema aéreo no centro do maior Estado da Nação.
• Plano aeroportuário
E há quem ainda pergunte: se a homologação ou não para cargas é definida junto a órgãos federais, como a Anac e Infraero, qual a motivação prática da audiência em território político paulista? Na página 4 a própria Anac explica que quem define o que quer para os aeroportos que gerencia, como o de Bauru, é o Daesp, cujo Plano Aeroportuário para o Estado está com pedido de revisão em tramitação em Brasília.
• Pela homologação
E se é o Estado quem elabora o plano para posterior decisão em Brasília, a rota política natural é peregrinar pela Capital do Estado para, depois, voltar a concentrar esforços junto ao Governo Federal buscando a futura homologação. Para o processo tramitar favoravelmente a Bauru ainda falta a posição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já deram seu aval a Polícia Federal, Receita Federal e Ministério da Agricultura.
• Contra o tempo
É preciso compreender, portanto, que técnica e burocraticamente este caminho tem de ser perseguido, sem o qual não há nem que se discutir a busca de verbas para a ampliação e reforço de pista, além de obras complementares, para o aeroporto Moussa Tobias. O pedido de Ribeirão Preto está já na fase de obtenção de verbas porque a aprovação técnica da homologação ocorreu há alguns anos, quando o novo aeroporto de Bauru ainda nem existia.
• Declaração de Serra
Daí a interpretação sintética da afirmação do governador José Serra (PSDB) em visita a Agudos no último sábado, que causou burburinhos no meio político local. A Casa Civil explicou que o governador definiu que quem tem competência para definir sobre homologação de cargas em aeroporto é Brasília. Ao Estado cabe pleitear, em razão de convênio que permite ao Daesp administrar vários aeroportos paulista, como o de Bauru.