Tóquio, Japão - A Seleção Brasileira adulta feminina de vôlei manteve, ontem, no Ariake Colosseum, em Tóquio, a invencibilidade no Grand Prix 2007. Atual tricampeã e na luta pelo sétimo título da competição (1994, 96, 98, 2004, 05 e 06), a equipe repetiu o placar da primeira fase contra a Holanda e ganhou por 3 sets a 0, desta vez com parciais de 25/23, 25/23 e 26/24, em 1h21m de jogo.
A holandesa Chaïne Staelens conseguiu 21 acertos e terminou como a maior pontuadora do confronto, válido pelo grupo D. Pelo Brasil, se destacaram a ponteira Paula e a oposto Sheilla, com 18 e 16 pontos, respectivamente.
Foi a quarta vitória em quatro jogos das brasileiras, que, enfrentariam a China Taipei na madrugada de hoje e encerrarão a sua participação na segunda etapa diante do anfitrião Japão, amanhã, no mesmo local. Cuba, a outra seleção que havia realizado campanha invicta na primeira fase, foi derrotada ontem pelos Estados Unidos, por 3 sets a 1.
Com relação ao jogo anterior disputado contra a Itália, o Brasil começou a partida com duas mudanças: a ponteira Sassá e a meio-de-rede Carol Gattaz entraram nas vagas de Érika e Thaisa, respectivamente. Após a vitória, o treinador José Roberto Guimarães afirmou que a sua equipe foi feliz nos momentos decisivos dos três sets.
“Nada funcionou como na primeira partida contra a Holanda, pela primeira fase. Mas a equipe soube fechar as parciais, que foram bastante equilibradas. A Chaïne teve uma grande atuação, principalmente nas bolas altas. Haja vista que foi o nosso desempenho mais fraco no bloqueio até o momento no Grand Prix. Além disso, precisamos melhorar no saque”, explica.
De acordo com as estatísticas, o Brasil fez nove pontos de bloqueio na partida, contra oito da Holanda. No duelo anterior com as holandesas, as brasileiras conseguiram 10 acertos neste fundamento e as adversárias, cinco. Nas vitórias sobre China Taipei e Itália, o time de Zé Roberto fez 11 e 19 pontos de bloqueio, respectivamente.
O treinador brasileiro elogiou a atuação da ponteira Paula, que contribuiu com 14 pontos de ataque e outros 4 de bloqueio. “Ela atravessa um bom momento. Em 2004, ficou fora da Olimpíada de Atenas por lesão. No ano seguinte, se recuperou e recebeu o prêmio de melhor jogadora do Grand Prix. Logo depois, no fim de 2005, ficou grávida. Agora, está novamente bem preparada fisicamente, com muita força no ataque, e tem ajudado bastante a equipe”.
Atacante mais eficiente do Brasil na partida com 43,75% de aproveitamento, Paula reconheceu que o time brasileiro não rendeu o esperado, mas ressaltou a importância do resultado positivo.
“Com relação ao nosso desempenho, jogamos bem abaixo do que a partida contra a Holanda exigiu. Temos de melhorar a nossa relação bloqueio-defesa. A equipe tem treinado bastante e prioriza sempre o sistema tático. Por isso, acredito que vamos crescer na competição. Apesar da atuação, conquistamos a vitória no primeiro jogo desta segunda fase, o que era a nossa meta”, diz Paula.