11 de julho de 2026
Polícia

Quatro policiais são agredidos ao atenderem ocorrência de perturbação pública

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Quatro soldados da Polícia Militar da Base Leste de Bauru foram agredidos por um grupo de dez pessoas que estavam em uma casa no Núcleo Beija-Flor ao atenderem denúncia anônima de perturbação pública, ontem, às 7h.

Segundo relatos dos policiais, que preferiram não se identificar, as pessoas que estavam na calçada e no interior da residência atiraram tijolos, pedras, garrafas e outros objetos neles. “Foi uma estupidez sem tamanho. Tudo que estava ao alcance deles, como celular e copo, foi atirado contra nós. Fomos surpreendidos pela atitude deles”, contou um dos PMs, de 34 anos.

Ele sofreu uma lesão na cabeça, foi levado ao Pronto-Socorro Municipal (PSM), medicado e liberado. Outro policial, que sofreu lesão na cabeça, precisou levar pontos. Um soldado, que teve o braço cortado por uma garrafa de vidro, precisou levar 15 pontos para fechar o ferimento. O quarto PM teve corte nos dedos de uma mão.

De acordo com informações dos soldados, entre os acusados de agressão, dois ficaram levemente feridos. Eles também foram atendidos no PSM e liberados em seguida. Nenhum deles foi preso.

Os quatro policiais ficaram cerca de dez minutos com o grupo, antes de outras viaturas chegarem para dar apoio à ocorrência. “Foi um verdadeiro palco de guerra. As pessoas estavam transtornadas e alcoolizadas”, diz o policial de 34 anos. Ele afirma que os PMs só se defenderam das agressões.

Uma mulher e dois menores de idade estavam no grupo. Com um dos homens, a polícia encontrou uma quantia de crack. Eles receberam voz de prisão da e foram levados ao Plantão da Polícia Civil.

O delegado Ronaldo Divino não ratificou a prisão em flagrante. “Não foi possível, preliminarmente, saber quem realmente agrediu os policiais. Por isso, eles serão averiguados e liberados, após a elaboração de um boletim de ocorrência”, afirmou o delegado.

O BO será encaminhado ao 2.º Distrito Policial. “O delegado do distrito, provavelmente, irá instaurar inquérito para investigar o caso. Cada um deles será ouvido em depoimento”, afirma Divino.

Eles são acusados de lesão corporal, corrupção de menor e desacato e resistência. Se forem julgados e penalizados pelos crimes, podem pegar até dois anos de prisão. O delegado acrescenta que com os envolvidos foi apreendida uma substância, provavelmente entorpecente, encaminhada para exame toxicológico no Instituto de Criminalística (IC) de Bauru.