08 de julho de 2026
JC Criança

Meu superpai!

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 4 min

- Paiêêêêêê! Eu quero uma bicicleta!!, pede Aninha.

- Paaaaaii!! Me ajuda com a tarefa de matemática!, grita por socorro Pedro.

- Ooooh, Paaai! Vem brincaaar!, convoca a Gabriela.

Ajudar na escola, brincar, levar ao médico ou ao dentista, colocar para dormir, sair para passear... Ufa!! Para dar conta de tantas atividades o papai se desdobra. É preciso ter o fôlego do “Flash” e a força do “Hulk”!

O papai pode trabalhar como advogado, dentista, motorista, mecânico e, mesmo sem ter os nervos de aço do “Super-Homem”, é um herói. Por outro lado, algumas profissões são parecidas com a dos heróis de histórias em quadrinhos: bombeiros, médicos e pára-quedistas são algumas delas. Vamos conhecer?!

____________________ Homem Aventura

O pai de Felipe Eduardo Assis, 7 anos, não tem lá uma profissão muito comum. Ele é pára-quedista, se chama Paulo Henrique Assis e você deve tê-lo visto na TV como o “Homem Aventura”.

Paulo é três vezes recordista mundial de pára-quedismo e começou a saltar em 1989. Desde que Felipe nasceu, Paulo leva o filho para os eventos de esportes radicais, ensina as regras dos esportes e fala sobre os perigos.

Para Felipe, que estuda na 1ª série A (2º ano) do colégio Sciens, ter um pai esportista é diferente e legal. “Eu tenho orgulho do meu pai, é diferente porque ele é radical”, diz. Para Felipe ver o pai na TV não é mais novidade. “Eu acho legal, mas parece que é tudo fácil”, entrega.

Pedindo para o paizão para saltar logo de pára-quedas, Felipe adora um esporte radical: bicicleta, patinete, skate e cama elástica estão na lista. “Eu já voei de balão, foi legal, vi a cidade toda. Também gosto de correr de kart porque é veloz”, diz Felipe.

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‘Dr. Sara Tudo’

Trabalhando na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI para crianças) do Hospital Estadual de Bauru e atendendo casos graves de crianças doentes desde 1995, o médico José Ernesto Augusto Trigo já viu de tudo um pouco.

“É um trabalho difícil, mas por outro lado é gratificante ver a reintegração familiar de uma criança. A maior parte dos nossos meninos ficam no Hospital durante longos períodos, a relação é próxima”, conta o doutor José.

Os filhos do pediatra acompanham o trabalho do pai com orgulho. Falante, o garoto José Arthur Rodrigues Trigo, 6 anos, diz que o ter uma pai médico é muito legal. “Minha mãe também trabalha no hospital, ela é enfermeira. Eu gosto ir ao hospital e quero ser médico quando crescer”, afirma José Arthur, que estuda no 1º ano (pré) da Criarte.

A irmã, Maria Fernanda Rodrigues Trigo, 11 anos, conta que já foi algumas vezes ao hospital, mas que só entrou uma vez na UTI. “Mesmo que meu pai chegue tarde algumas vezes, ele sempre arruma um tempo para brincar e jogar futebol. Tenho muito orgulho dele e quando crescer quero ser obstetra”, diz Maria, que estuda no 6º ano 1 (5ª série) da Criarte.

____________________ Urgência e emergência

Para quem já acompanhou o seriado “Plantão Médico” é fácil imaginar a rotina de um médico que atende situações de emergência. O doutor Nilson José Vitusso presta socorro as pessoas há mais de 10 anos. “É gratificante ver que uma pessoa que poderia morrer melhora através do seua trabalho”, conta o médico.

Para quem assiste a uma atendimento há duas possibilidades: ficar assustado ou curioso pela correria e parafernália. Bruno Franco Vitusso é filho do doutor Nilson e acompanha alguns atendimentos: “Faço alguma visitas com meu pai, eu gosto, mas às vezes dá nojo”, confessa.

Bruno, que estuda na 3ª série vespertina (4º ano) do Preve Objetivo, fica orgulhoso do trabalho do pai. “Já até pensei em ser médico”, diz.

____________________ Quase anjos

Os bombeiros são admirados por muitas pessoas, imagina, então, ter um pai bombeiro!? Geisla Danielle Oro, 14 anos, Juliana Ellen Oro, 11 anos e David Matheus Oro, 9 anos, são filhos do cabo Altair Nelson Correia Oro, bombeiro há 20 anos.

O Cabo Oro entrou na polícia por insistência da mãe, em 1987, e decidiu ser bombeiro. Já trabalhou na brigada de incêndio e no resgate e enfrentou, além das chamas e dos acidentes, episódios bem felizes.

“Resgatei uma garotinha de uma roda gigante que teve o eixo quebrado e fiz o parto de uma menina um mês antes de minha primeira filha nascer”, conta o bombeiro.

Para os filhos é legal e preocupante ter um pai herói. “Bate uma preocupação, mas é diferente ter um pai bombeiro, as pessoas comentam. Ele chega contando as histórias que algumas têm finais felizes e outras não”, fala Geisla, que estuda na 8ª série D do Santa Maria.

Para Juliana, da 5ª série B do Santa Maria, bate uma saudade e uma tristezinha quando o pai tem de trabalhar à noite ou aos domingos. “Mas dá um orgulho vê-lo na TV”, afirma.

O caçula David, que cursa a 3ª série A do Alzira Cardoso, conta que os amigos dizem que o seu pai é um herói e que ele mesmo já pensou em ser bombeiro. Os três já realizaram a vontade que toda criança tem de andar num carro de bombeiros e ligar a sirene.