10 de julho de 2026
Política

Alex vê uso de droga e sugere proibição de venda de álcool à noite

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

As lojas de conveniência de Bauru com funcionamento 24 horas deveriam ter a comercialização de bebidas alcoólicas restringidas. Essa é a proposta do vereador Alex Gasparini (PMDB), que ontem, durante sessão da Câmara, denunciou a existência de tráfico e consumo de entorpecentes nos banheiros de alguns desses estabelecimentos.

Dentro de duas semanas, o vereador deve apresentar ao Legislativo uma emenda para proibir a venda de bebidas alcoólicas após as 23h nesses locais. Para o vereador, o consumo indiscriminado de álcool estaria incentivando o uso de entorpecentes. Esse projeto proporia uma emenda à já existente Lei dos Bares, que atualmente não regula o comércio de bebida alcoólica para as lojas de conveniência.

Antes de apresentar o texto definitivo do documento, Gasparini deve realizar uma reunião com o comando da Base Sul da Polícia Militar (PM) para receber sugestões. “Queremos uma lei efetiva, e vamos avaliar se será proibida a venda ou somente o consumo no local”, frisa.

A proposta de Gasparini surgiu após o vereador visitar alguns estabelecimentos da cidade, há cerca de uma semana. “Fui ao banheiro de uma loja de conveniência e lá dentro presenciei o uso de cocaína por um grupo de jovens. Voltei lá e fui em uma outra loja, durante vários dias, e acabei constatando que essa prática é freqüente”, revela.

Ainda durante a sessão de ontem, o tenente Renato Ramos, comandante da Base Sul da PM, foi até a Câmara para conversar com o vereador. A princípio, ele se comprometeu a aumentar o policiamento ostensivo para tentar coibir o uso e tráfico de drogas nas lojas.

“Já fizemos algumas operações de bloqueio nesses estabelecimentos, mas é uma situação difícil porque há uma grande aglomeração de pessoas e apenas alguns fazendo tráfico”, frisa Ramos. Para ele, a proibição da venda de bebidas alcoólicas durante a madrugada ajudaria a dispersar a grande quantidade de pessoas nesses locais. “Na loja de conveniência, o cliente deveria fazer a compra e ir embora, mas não é o que está acontecendo. Essa concentração de pessoas tem facilitado o uso e o tráfico de entorpecentes na cidade”, destaca.

Para João Pimentel Nunes, proprietário de uma loja 24 horas instalada na avenida Getúlio Vargas, a proibição poderá causar demissões de funcionários nos estabelecimentos. “Se isso acontecer, pessoas ficarão desempregadas”, afirma. Ele diz desconhecer a existência de consumo de drogas nos banheiros de seu estabelecimento, mas reconhece que a prática pode ocorrer em qualquer lugar.

“Se isso acontece nos banheiros das lojas de conveniência, também ocorre nos banheiros de restaurantes, bares e boates de Bauru, que também vendem álcool a noite toda. Então, se houver proibição, tem que ser para todos”, defende.