10 de julho de 2026
Política

Prefeito quer garantir funeral respeitoso a camadas mais pobres

Luiz Galano
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Não tem mais jeito, o serviço funerário municipal será realmente extinto. A prestação de auxílio que hoje é gerenciado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) terá licitação aberta para que particulares explorem o sistema. Mas apesar do serviço passar do setor público para o privado, a intenção do município é garantir o acesso ao serviço por parte de famílias com renda mais baixa.

“Temos uma comissão que se debruçou sobre a questão do sistema funerário do município e concluímos que não cabe à prefeitura ficar subvencionando o serviço. Não tem cabimento existir uma funerária municipal que, mensalmente, faça um número muito pequeno de velórios e enterros”, afirma Tuga Angerami (sem partido).

Ele acredita que devem ser criados critérios para a concessão do serviço por parte das empresas privadas. “Temos que elaborar normas para que possamos garantir um mercado operando de maneira respeitosa para com os cidadãos”, destaca. “Deve haver uma política para atender a população de baixa renda, que não tem dinheiro para arcar com custos de um funeral”, completa.

A licitação vai incluir a exploração dos velórios municipais instalados nos cemitérios da Saudade e do Redentor. Segundo a assessoria da Emdurb, Bauru realiza em média 150 sepultamentos por mês, excluídos dessa estatística os cemitérios do Ipê e o Vertical.