08 de julho de 2026
Polícia

Mesmo assustada, população colabora com policiamento

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Na megaoperação de ontem à noite, as cerca de 80 pessoas abordadas pelos policiais da Força Tática se mostraram dispostas a colaborar, mesmo surpresas com a quantidade de policiais nas ruas e com o vaivém de viaturas com os giroflex ligados.

Das 19h até as 21h30, período em que a reportagem do JC acompanhou a blitz, todas as abordagens não resultaram em prisões. Mesmo com o constrangimento que envolve ser revistado por policiais, a maioria das pessoas se mostrou receptiva com a presença da polícia.

No entanto, um rapaz que estava sendo revistado próximo ao Calçadão da Batista se incomodou com o repórter fotográfico do JC. Ele usava uma camiseta com o logotipo de uma rede de supermercados e se mostrou preocupado com a exposição do nome da empresa.

“Sou funcionário do supermercado e não quero que tire foto. Se tirar, já sabe o que vai acontecer com você, né?”, ameaçou. Como nada foi apreendido com o rapaz e não havia nenhuma irregularidade em seus documentos, ele foi liberado em seguida.

Já na esquina da rua Rio Branco com a rua 1º de Agosto, seis crianças, aparentando 12 anos em média, se assustaram com um grupo de policiais que caminhava em direção a elas. Três crianças correram e as outras permaneceram no local.

“Não corre, que é pior”, gritou uma garota, sem conseguir convencer os colegas, que desapareceram em direção à Praça Rui Barbosa. Apreensivas, as crianças que não fugiram foram liberadas pelos policiais sem serem revistadas.

Nesta região, conhecida como ponto de prostituição e consumo de entorpecentes, várias pessoas aceleraram os passos assim que avistaram os policiais, procurando se afastar, mesmo que estivessem uma quadra distante. Foi nesta área que ocorreu a única apreensão até as 21h30: um cachimbo de crack.