08 de julho de 2026
Nacional

Jovem é assassinada em semáforo

Por Vitor Sorano | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Por se assustar com uma arma apontada para si, a jovem Tamires da Silva Pança Burlani, 19 anos, foi morta com um tiro no rosto. Essa é a explicação mais provável para o crime que ocorreu na noite de anteontem em uma avenida de Diadema (ABC).

Por volta das 21h, Tamires estava parada no semáforo semáforo do cruzamento entre as avenida Robert Kennedy quase na esquina com a avenida Conceição. Ela dirigia um Corsa ano 1995. Um homem, com idade entre 25 e 30 anos, a abordou e, em seguida, atirou, provavelmente por causa da reação de susto ou quando a vítima tentou desafivelar o cinto de segurança, segundo a polícia.

Em seguida, o bandido correu até um outro carro, um Fiat Uno, que era dirigido por uma estagiária de 22 anos, grávida de quatro meses. Ele a rendeu, a fez sair do carro e seguiu com o Uno. O veículo foi abandonado em Americanópolis, bairro de Cidade Ademar (zona sul da Capital).

Não consta do boletim de ocorrência da Polícia Civil que algo tenha sido roubado do Corsa de Tamires. “Só levaram a vida dela”, disse a avó da vítima, Maria de Lourdes da Silva Pança, 69 anos, com quem ela morava.

Tamires havia feito um ano de educação física em uma faculdade particular, mas havia largado o curso havia ao menos um ano. Seu objetivo era estudar veterinária.

Desempregada, no dia do crime ela tinha feito uma entrevista para trabalhar como auxiliar de escritório em uma fábrica de móveis de São Bernardo do Campo (ABC). O enterro aconteceu ontem à tarde, em Diadema. Dezenas de amigos compareceram ao velório, marcado pela revolta.

A polícia divulgou o retrato falado do provável assassino de Tamires. Ele é magro, negro, tem cabelos e olhos escuros e cerca de 1,70 metro de altura. A polícia trabalha com a hipótese de que ele agiu só. “Ouvimos testemunhas, mas não avançamos muito”, disse o delegado Jorge Layre Guerreiro, titular do 1.º DP de Diadema.