• Governo assume obra
A mobilização pela construção da avenida Nações Norte, lançada pelo JC em janeiro de 2006, em grande reportagem na época, agora tem um aliado decisivo: o governo José Serra. Ontem, a Casa Civil confirmou o empenho do Estado para que a obra seja incluída no pacote que vai concessionar a rodovia Marechal Rondon. O secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, está entusiasmado com a possibilidade, disse ontem o subsecretário da mesma pasta, Rubens Cury.
• Tobias e Borges em SP
O convencimento do governo para importância e premência da obra foi feito pelo deputado Pedro Tobias e pelo vereador Marcelo Borges, ambos do PSDB, em conversações que se iniciaram há algumas semanas, após idas e vindas ao Palácio dos Bandeirantes. Mas restam detalhes importantes para que a Nações Norte, que liga a Baixada do Silvino à Bauru-Marília, comece a ser uma realidade: a empreiteira Camargo Corrêa.
• Defesa dos R$ 300 mil
Tuga Angerami defendeu ontem a despesa de R$ 300 mil que está contratada pelo DAE para ser consumida com publicidade até meados de 2008, ano da eleição municipal. Na opinião de Tuga, a despesa não tem cunho de “autopromoção” em favor do presidente do DAE, José Clemente Rezende, e se justifica para difundir os programas e obras do tratamento de esgoto.
• Tuga também queria
Para o prefeito, Rezende, pré-candidato a prefeito no ano que vem, é tarimbado o suficiente para não permitir o uso de verba publicitária de forma que seu “nome apareça”. Ele disse que se a prefeitura tivesse verba, também investiria em publicidade. Neste caso a chiadeira seria menor, uma vez que Tuga não é candidato à reeleição, pelo menos tem dito isso.
• Serviços funerários
O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) reagiu à proposta de terceirização dos serviços funerários que atualmente é mantido pela Emdurb. Segundo os sindicalistas, a empresa está irredutível na proposta e, por isso, solicitarão ao Ministério Público do Trabalho uma mesa-redonda para debater a questão. A criação de um fundo mútuo será uma das alternativas defendida pela entidade para tentar amenizar a situação dos servidores do setor, muitos em vias de aposentadoria.
• Como se daria?
A posição da entidade em defesa da manutenção do serviço dentro da esfera pública é natural, já que o papel do sindicato está em confronto com a lógica privada. Entretanto, é necessário que seja explicado como funcionaria um fundo mútuo e se isso significa ampliar a participação do setor público em serviço hoje amplamente explorado pela iniciativa privada.
• Erro da coluna
Ontem a coluna informou erroneamente que o vereador Alex Gasparini deixou a suplência para assumir a vaga do presidente do DAE, José Clemente Rezende, no Legislativo. O correto é que o peemedebista ocupou a cadeira deixada por Rodrigo Agostinho (PMDB), que se licenciou da Câmara para presidir a Secretaria do Meio Ambiente. Por sinal, Agostinho deve voltar à vereança em janeiro, quando Gasparini assim terá de voltar à suplência. Pedimos desculpas aos leitores.