• Farra na Crediserv
O JC denuncia na edição de hoje (página 4) uma sequência de absurdos verificados com o dinheiro dos servidores associados da Cooperativa de Crédito (Crediserv). Compras surreais, empréstimos não cobrados de ex-funcionários (Rubens de Souza e Jorge Monteiro), entre outras atitudes que revelaram a degeneração do ato de cuidar do que é coletivo. Lamentável, mas que ao menos se puna os responsáveis pela baderna.
• Chegando ao final
Após permanecer longo período executando a “leitura” dos diversos volumes de documentos, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Transporte caminha agora a passos largos para a fase final. Apesar de negar que o relatório final já esteja praticamente terminado, a relatora da CEI, a vereadora Majô Jandreice (PC do B), adiantou estar debatendo as conclusões com os integrantes da comissão, para tentar finalizar o documento este mês.
• Para que a CEI?
O fato da CEI do Transporte aproximar-se do fim confirma críticas recentes do JC: comissão pode concluir o relatório final sem ao menos ter ouvido sequer um depoimento dos envolvidos no caso, até para permitir, no mínimo, para que se exerça o contraditório. A não ser que o relatório conclua que não houve nada de irregular. É a banalização do instrumento de apuração pela Câmara Municipal de Bauru.
• Banho inaugural
A inauguração de uma nova bomba de água no Jardim Tangarás, realizada ontem de manhã, rendeu um banho surpresa em parte dos presentes que acompanhavam a solenidade, entre eles o prefeito Tuga Angerami e até membros da imprensa que cobriam o evento. O imprevisto ocorreu momentos após o equipamento ter sido acionado, transformando um pequeno esguicho em uma verdadeira chuva artificial.
• Plebiscito estranho
Professores da rede municipal de educação estão sendo chamados a votar em um questionário que ao invés de ser uma proposta para o estatuto do magistério se apresenta como um verdadeiro plano de cargos e salários. A pesquisa aponta apenas opções que garantiriam acessos e elevação de ganhos na carreira, pontos estes que seriam “conflitantes” no meio. Com esta estratégia, vão acabar enterrando de vez o estatuto, reivindicação antiga.
• Crítica ao governo
E as divergências vão além do conteúdo da pesquisa e do possível desvirtuamento do tema. O Sindicato dos Servidores distribuiu ontem à noite um comunicado acusando a administração Tuga Angerami de induzir erro a discussão junto a uma comissão municipal, ao apontar eventual ilegalidade em concurso de acesso de professor para diretor de escola. A intenção, segundo o sindicato, seria acabar com promoções na carreira.
• Mas e o estatuto?
De fato, porém, o que o prefeito comentou em público até agora foi de que há divergência de interpretação em relação à extensão do novo plano de cargos e salários para a educação. O Jurídico acha que tem de ser uma grade para todas as funções, mas Tuga defende que seja apenas para professor a nova grade. Mas que seja esclarecido: não se falou sobre estatuto, mas só sobre nova grade para professor.