A participação dos policiais militares Lincoln César Cares, Ricardo Antônio do Amaral e Renato Valderramas de Favari na morte de Jorginho foi analisada caso a caso pelo delegado Marcos Cremonesi. Em suas conclusões, ele avalia que Favari não poderia ter disparado a pistola que carregava durante a perseguição porque era ele quem dirigia a viatura. Exames periciais descritos no relatório do inquérito comprovaram que ele não efetuou qualquer disparo.
Em seus depoimentos, os policiais afirmaram que a viatura acompanhava o suspeito pela avenida Rosa Malandrino Mondelli, sentido Centro-bairro, quando nas imediações da quadra 10 da via, perderam contato visual com o piloto. Então, reduziram a velocidade da viatura e perceberam a existência de uma viela de terra, à direita. A 30 metros da entrada, dois policiais desembarcaram e seguiram mata a dentro, separadamente. Garantem que não entraram com a viatura. Depois, com a chegada do terceiro policial, houve então o confronto.
Mesmo que os disparos tenham sido feitos somente neste momento, Favari estava em um local mais alto, por conta de um desnível do terreno, o que impossibilitaria ele ter atingido Jorginho, pela trajetória feita pela bala. Apesar destes fatos, caberá ao Ministério Público decidir se vai denunciar Favari por co-autoria ou participação no homicídio. O PM deverá responder também pela alteração das provas.
Já Amaral e Cares, apontados como autores dos disparos contra Jorginho, poderão ser indiciados por homicídio doloso e por fraude processual.