08 de julho de 2026
Internacional

Crise nos EUA continua afetando mundo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Londres - As bolsas européias encerraram o dia com quedas acentuadas, afetadas pelas más notícias nos EUA sobre o mercado imobiliário, em meio a um cenário de crise causada pelos créditos de risco.

A Bolsa de Londres fechou em queda de 4,1%, (papéis do setor financeiro foram os que mais caíram em Londres hoje); a Bolsa de Paris teve baixa de 3,26%; e a Bolsa de Milão encerrou o dia em baixa de 3,45%; a Bolsa de Frankfurt perdeu 2,36%; a Bolsa de Amsterdã fechou em baixa de 3,75%; e a Bolsa de Madri fechou em queda de 3,66%.

Em Portugal, a Bolsa teve a maior queda desde outubro de 1998: os 20 títulos que integram o principal índice da Euronext Lisboa fecharam o dia com perda de 4,53%.

Crise nos EUA

A Bolsa de Valores de Nova York encerrou o dia em queda de 1,29%. Os negócios ainda vêm sendo afetados pela crise no mercado de hipotecas “subprime” (de maior risco) nos EUA.

O anúncio de que a financiadora imobiliária Countrywide Financial -maior empresa do setor de hipotecas dos EUA - fez um empréstimo de US$ 11,5 bilhões para enfrentar um problema de liquidez ampliou os temores dos investidores quanto à crise no mercado de crédito no país.

A corretora Merrill Lynch reduziu ontem a classificação dos papéis da Countrywide de “compra” para “venda” e informou que não descarta a possibilidade de que a empresa venha a pedir concordata.

O mercado imobiliário americano, em meio à onda de pessimismo, foi responsável por mais uma má notícias ontem: a construção de casas nos EUA teve queda de 6,1% em julho, atingindo uma taxa anualizada de 1,38 milhão de unidades - 20,9% abaixo do registrado um ano antes e o ritmo mais lento desde janeiro de 1997.

Argentina

O Merval, principal índice da Bolsa de Buenos Aires, caiu hoje 4,7%, depois de chegar a estar perdendo 9% durante o dia, e registra uma perda acumulada de 15,9% no mês e 12,3% no ano.

O dólar subiu dois centavos e voltou a atingir 3,20 pesos, valor mais alto do governo de Néstor Kirchner. O risco-país disparou 10,23%, enquanto os títulos públicos da dívida caíram até 10%.

Apesar do cenário desolador, o governo negou que a crise financeira vá afetar a economia real.