Como é gozado o comportamento do dólar no mercado. Esses dias estava assistindo a uma partida de futebol que, aliás, teve muitas faltas e percebi que analisar a situação do câmbio brasileiro é como construir críticas sobre um clássico do tipo São Paulo versus Corinthians.
Dizem que futebol não se discute, mesmo porque existem torcedores de ambos os lados que, na queda do adversário, se alegram e na subida, lamentam.
No mercado financeiro, vulgo “ou vai ou racha”, há exportadores de um lado e importadores de mercadorias do outro. O dólar nesta partida é o regulador, responsável por manter a ordem no campo financeiro.
Pena esse regulador estar desconcertado. Ele ainda não aprendeu as regras do jogo e continua favorecendo a elite, fã dos cosméticos franceses. Enquanto isso, a arquibancada, formada por Joãos e Josés, espera a revanche, apenas observando, de escanteio, suas plantações enraizadas, enjoadas de tanta monotonia. O tão esperado dia de se libertar de terras brasileiras demora chegar.
O tiro de meta é da equipe dos importadores. E eles vêm com tudo: bacalhau, trigo e outros produtos avançam o território e o placar já acusa: Importadores 1 x exportadores 0.
A atual situação em que se encontra o time da casa é motivo de preocupação, porque quem é que se importa com a soja? Com a laranja? O nosso juiz continua favorecendo os visitantes. Talvez ele prefira chá a café.
Aelton de Aquino