09 de julho de 2026
Geral

Apenas 13 vigilantes noturnos têm aval da polícia para trabalhar

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 1 min

Apenas 13 vigilantes noturnos autônomos que trabalham em Bauru possuem cadastro na Polícia Civil, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), e estão em situação regular. Eles possuem a carteira de identificação exigida para atuar na profissão, com validade de um ano.

A estimativa do presidente do Sindicato dos Vigilantes Noturnos Patrimoniais Desarmados, Maurício da Silva Rodrigues, é que 90% dos trabalhadores deste ramo na cidade não possuem carteirinha. Esses profissionais são fiscalizados pela delegacia e, se flagrados trabalhando ilegalmente, podem pegar pena de 15 dias a três meses de detenção, de acordo com o artigo 47 da Lei de Contravenções Penais.

Ontem à tarde, o delegado Abel Cortez, titular da DIG, reuniu-se com os vigilantes para uma conversa. Ele os orientou a relatar aos policiais possíveis pistas que ajudem a solucionar casos de furtos, roubos, apreensão de drogas, entre outros delitos. “Nosso objetivo é que eles possam nos auxiliar no combate ao crime“, disse.

O vigia João Farias foi um dos que compareceu à reunião. “Durante meu trabalho, não vi ninguém em atitude suspeita. Mas, se isso acontecer, vou avisar a polícia”, diz.

Os viigilantes também aproveitaram para pegar as novas carteiras, que são emitidas pelo Departamento de Identificações e Registros Diversos, mas foram solicitadas pelos profissionais, através da DIG.

Para tirar o documento, o vigia precisa fazer um curso; apresentar a área da cidade que vai atuar e um abaixo-assinado com pelo menos 20 moradores do local; ter mais de 18 anos; e não ter antecedentes criminais. Esta última exigência, segundo Rodrigues, é um grandes empecilhos para os vigias. “Muitos deles não tiram a carteira porque já tiveram passagem pela polícia”, estima.