09 de julho de 2026
Bairros

Local atrai freqüentadores de várias regiões

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Não é só quem é vizinho que aproveita o oásis que se tornou o Horto Florestal após a expansão da cidade. Pessoas de várias regiões vão diariamente ao local para aproveitar a tranqüilidade, fazer caminhadas, passear ou, simplesmente, visitar. No entanto, quando se fala de área verde em Bauru, muita gente cita o Jardim Botânico e o Parque Vitória Régia, mantendo o horto como praticamente um desconhecido.

Sorte de quem já conhece o potencial do horto, como a recreacionista Jaqueline Moraes, que é assídua freqüentadora há cinco anos. O contato com a natureza está à disposição de todos, mas é aproveitado por poucos. “Tem gente que ainda não sabe que existe esta área verde maravilhosa”, diz ela, que é moradora do Jardim Redentor e vai diariamente ao horto.

Para Moraes, quem não vai ao horto não sabe o que está perdendo. Segundo ela, o local tem a infra-estrutura perfeita, comodidade e segurança. “Você faz sua caminhada, respira o ar puro e quando pára na ‘Parada do Fôlego’ pode apreciar a natureza. É uma terapia”, comenta.

A dona de casa Eliane Aparecida Rodrigues sai todos os dias do Parque Vista Alegre e vai ao horto fazer sua caminhada. Morando em Bauru há 40 anos, ela afirma que não conhecia a área verde. “Passava em frente, via, mas não entrava. Aqui tem tudo o que o ser humano precisa”, afirma.

O bancário aposentado Edson Marin do Ó conheceu o horto na década de 1970, quando ainda morava em São Paulo. Depois que veio morar em Bauru não perdeu a oportunidade de caminhar todos os dias por entre as árvores. “É um local ótimo. Vejo muita gente caminhando em outras áreas, mas aqui é incomparável”, afirma.

Hilio Antonio de Souza, comerciante vindo do Espírito Santo, transferiu o hábito de realizar caminhada todos os dias – antes à beira-mar - para o horto florestal. Ao chegar em Bauru, o comerciante percebeu que precisava perder peso com urgência. Descobriu o horto, melhorou a alimentação. Com isso, a combinação de saúde estava completa. “Caminhar aqui é a melhor coisa do mundo”, afirma.

Situação semelhante vivia o operador de enchimento Jonathas Pires, que descobriu o horto há pouco tempo, por questão de saúde. Um dia Pires foi ao médico e constatou que tinha pressão alta e estava acima do peso. O médico recomendou que ele se exercitasse, para melhorar sua condição. Escolhida a caminhada, se tornou freqüentador assíduo do local. Ele lamenta, no entanto, que poucas pessoas conheçam o horto. “Mas não faz muita propaganda não, que está bom assim”, diz, em tom de brincadeira.