11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economistas e Procon esclarecem dúvidas de consumidor no Calçadão

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Professores e alunos dos cursos de economia e administração do Instituição Toledo de Ensino (ITE) de Bauru se revezaram, ontem de manhã, para orientar os consumidores que passaram pela quadra 5 do Calçadão da Batista de Carvalho. A ação, que contou com a participação do Procon, ajudou a tirar as dúvidas dos consumidores sobre crediário e direitos do consumidor no último dia da “Semana do Economista”, evento promovido pela ITE.

Das 9h às 12h de ontem foram atendidas 52 pessoas, cerca de 25% a mais do que no evento realizado no ano passado. Segundo o vice-diretor da Faculdade de Ciências Econômicas de Bauru (FCEB), Reinaldo César Cafeo, as dúvidas mais freqüentes das pessoas que procuraram os alunos e professores estavam relacionadas ao direito do consumidor.

“O maior problema que a população acaba enfrentando é relacionado ao direito do consumidor. O campeão da reclamação são os problemas ligados ao telefone celular, tais como garantia, defeitos que não são consertados pela empresa em tempo hábil ou a pessoa desconhece que a empresa tem 30 dias para dar uma solução”, explica o economista.

Para o coordenador do Procon, Amauri Roma, que também participou do evento, alguns consumidores acabam se confundindo com relação aos seus direitos, daí a necessidade de promover ações como a ocorrida ontem.

“Às vezes as pessoas se confundem um pouco achando que qualquer produto pode ser trocado porque não gostou da cor ou do tamanho. O Código (do Consumidor) diz que se o comerciante propuser uma troca dentro do prazo, ele tem que fazer realmente. Mas se ele não fizer esta proposta, ele não tem obrigação nenhuma em efetuar qualquer tipo de troca, mesmo que o produto tenha defeito”, esclarece o coordenador.

Segundo Roma, neste caso o produto com defeito deve ser levado para assistência técnica que terá 30 dias para reparar o problema que ocorreu. “Se por acaso não houver o reparo dentro dos 30 dias, aí sim o consumidor tem duas opções: ou a troca por um produto novo da mesma marca ou modelo (ou superior); ou a restituição do valor pago, conforme o valor constante na nota fiscal”, completa

Cafeo lembra que alguns consumidores procuraram os atendentes com dúvidas sobre contratos habitacionais e crediários. “As pessoas não entendem muito a questão do reajuste das parcelas”, lembra o economista.

Do total de atendimentos realizados ontem, 55% foram sobre defesa do consumidor, 20% sobre finanças gerais e os demais, dúvidas diversas.

Parcelamento

A dona de casa, Ivone Luiza de Oliveira, 49 anos, queria orientação sobre como parcelar uma dívida de R$ 300,00 com uma operadora de telefonia. “Fui tentar fazer um acordo com eles para ver se parcelariam a dívida, mas a única coisa que a empresa fala é que querem receber de uma vez. Mas eu não tenho condições porque, se eu ganho R$ 380,00, como que vou pagar R$ 300,00 de uma vez e depois passar o mês?”, relatou.

Oliveira foi orientada a procurar a agência do Procon instalada no Poupatempo, onde o seu problema poderá ser encaminhado para uma solução. “Eu não sabia que lá no Poupatempo tem o Procon e que eu poderia ir lá nos dias úteis que eles vão entrar em contato com a empresa para tentar resolver o problema”, admitiu a dona de casa, que disse ficado satisfeita com o atendimento.

Já a aposentada Lázara Alves, 61 anos, ficou sabendo que o seu telefone sem fio com problemas, comprado há seis meses, não poderia ser trocado na loja, mas sim levado à assistência técnica. “Eu vim trocar um aparelho de telefone sem fio e eles me explicaram que, como passou de seis meses, eu tenho que levar na assistência técnica”, confirma.

Não são só os consumidores que têm dúvidas. A empresária Andreza Morelli, 29 anos, proprietária de um estacionamento que comercializa veículos usados, aproveitou para se informar sobre os seus deveres como comerciante. “Eu tenho um estacionamento de carros e eu quis saber quais os meus deveres e direitos. Porque, às vezes, as pessoas tiram (compram) um carro da garagem e depois reclamam do pneu”, explica. Neste caso, ela ficou sabendo, pelos atendentes, que como o pneu é uma coisa visível, o cliente estava ciente do seu estado aparente quando comprou.