08 de julho de 2026
Internacional

Ajuda internacional chega ao Peru

Folhapress
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Lima - Começou a chegar ontem à região peruana afetada pelo terremoto da última quarta-feira o material e as equipes de ajuda internacionais. Água potável, comida e remédios têm sido as principais solicitações feitas pelo governo peruano à comunidade internacional.

Tanto esse material quanto dinheiro e pessoal qualificado começaram a chegar ao Peru, enviados por diversos países e entidades, entre os quais países da América Latina, os EUA, a União Européia e a Cruz Vermelha Internacional.

A UE anunciou que dobrará a ajuda financeira que pretendia inicialmente destinar aos peruanos. “É crucial ajudar aos que estão sofrendo as conseqüências do terremoto de modo rápido e efetivo”, declarou Louis Michel, comissário da UE para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, ao anunciar que a comunidade mandará 2,7 milhões ao Peru.

As Nações Unidas já haviam começado a desbloquear cerca de US$ 150 milhões em fundos para assistência ao Peru. Entre a ajuda que chegou à cidade de Pisco na noite de anteontem estavam três unidades purificadoras de água, capazes de tornar própria para consumo humano água suficiente para atender até 7.500 pessoas.

A maior remessa de material para as vítimas do tremor enviada até agora partiu da Colômbia. O país mandou em um Boeing da Força Aérea 35 toneladas de material, entre os quais remédios e alimentos. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse que iria ao Peru hoje, para colocar-se “à disposição do povo peruano”.

Equipes de resgate compostas por militares dos EUA e da Bolívia começaram a trabalhar na região. Uma das principais preocupações da Defesa Civil peruana, a quem os estrangeiros estão auxiliando, era acelerar não só a busca por sobreviventes, mas também pelos cadáveres que ainda estão sob escombros.

O receio das autoridades peruanas é de que a decomposição dos corpos provoque uma epidemia nas cidades afetadas pelo tremor.

Segundo o governo peruano, já foram identificadas 486 pessoas mortas em conseqüência do terremoto, às famílias das quais foram entregues os atestados de óbito. Desse total de corpos reconhecidos, 335 estavam em Pisco, 75 em Chincha e 65 em Ica - as três cidades ficam no departamento de Ica.

O Ministério da Defesa do Peru anunciou ontem que dobraria o efetivo das forças de segurança na área afetada pelo tremor até a tarde de hoje. A fim de conter os saques por parte da população que passa fome e sede, mil policiais e soldados deveriam estar lotados na região até o fim do dia.