08 de julho de 2026
Geral

Conselho Gestor do PSC quer reduzir espera para internação

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O Conselho Gestor do Pronto-Socorro Central (PSC) participa hoje, às 14h, de uma audiência com o promotor de Justiça da Cidadania, Fernando Masseli Helene, juntamente com entidades da área de saúde para discutir a crise na saúde pública municipal. A coordenadora do conselho, Rosemary Lopes de Moura, pretende debater os principais problemas enfrentados pelo PSC quanto à sobrecarga de pacientes na unidade.

Na reunião, estarão presentes representantes do Departamento Regional de Saúde 6 (DRS-6), Conselho Municipal de Saúde, Conselho Regional de Medicina, Hospital Estadual Bauru, Associação Hospitalar de Bauru e Secretaria Municipal de Saúde.

Uma das propostas a serem apresentadas pela coordenadora do Conselho Gestor será a alteração do pacto de 48h, que estabelece prazo máximo de 48 horas para a internação em hospital de pacientes que chegam nas unidades de urgência e emergência no município. Como forma de pressionar o DRS-6, a nova proposta do conselho gestor será a redução do pacto para 24h.

Conforme Rosemary, desde que foi celebrado no Ministério Público (MP), no final do ano passado, o acordo não tem sido cumprido e não está conseguindo reduzir a sobrecarga de atendimento no PSC. “Nós acreditávamos que poucos pacientes ficariam as 48 horas, pensávamos que os hospitais procurariam agilizar as internações. Mas não é isso que está acontecendo. Com isso, o PSC está funcionando como um mini-hospital municipal sem a estrutura adequada”, observa.

A justificativa dos hospitais, segundo a coordenadora, é a falta de vagas para internação. “Se os hospitais não têm condições de internar o paciente que está no PSC em um prazo mais rápido, então cabe ao DRS-6 encontrar vagas na região que ele abrange, que agrega 68 municípios. E nós vamos cobrar isso hoje”, afirma Rosemary.

Segundo a coordenadora do Conselho Gestor, o número de pacientes à espera de vagas para exames, cirurgias, consultas especializadas e demais atendimentos aumentou em 10 mil no período de setembro do ano passado até hoje. “Vamos ver quais são as propostas das entidades responsáveis para a redução dessa demanda reprimida”, adianta.