É incrível como a tecnologia nos rodeia com intensidade e não temos ciência disso. Veja, hoje os mecânicos usam computadores para checarem como está seu carro, computadores verificam se você está em dia e liberam a passagem do seu automóvel nos pedágios com o sistema Sem Parar, o médico analisa seus exames que ele recebeu por email ou baixou de um site e provavelmente um computador avalia qual elevador mais próximo de seu andar! O seu frango assado de domingo cresceu graças ao monitoramento com dispositivos móveis na zona rural, verificando o crescimento e a dosagem de rações.
Hotéis armazenam suas preferências de hospedagem, operadoras de cartão de crédito identificam compras fora de seu perfil e possíveis fraudes e você pode comprar ingressos para o cinema ou fazer o bolão do escritório via internet.
No dia-a-dia a tecnologia permite reconhecer firma, obter a segunda via de uma certidão de nascimento ou realizar a transferência de um imóvel, tudo através de um computador. Em um futuro não distante, gerentes de banco serão avisados pela identificação visual de sua imagem capturada no caixa automático, e ele irá interagir com você pró ativamente.
Nem tudo porém são maravilhas, a tecnologia continua nos rodeando, mas causando problemas quando utilizadas de forma incorreta.
Com toda essa tecnologia, nos perdemos na ortografia, nossas relações pessoais esperam muito mais um email no aniversário do que um abraço real, e ficamos bravos quando alguém não nos envia um torpedo comunicando o atraso.
Empresas perdem até um terço da força produtiva de seus funcionários, que acabam utilizando a internet para outros fins, gerando somente nos Estados Unidos perdas avaliadas em bilhões de dólares.
E agora vivemos o momento “verde”, onde a tecnologia é vilã no consumo de energia, nos equipamentos que não são reciclados e no calor que computadores e monitores emitem entrando num círculo vicioso de consumo de energia.
Por isso, pergunto: será que as máquinas vão se vingar e nos usar como sua fonte de energia, quando secarmos o planeta e queimarmos todo o combustível fóssil? Tomara que matrix não seja aqui!
O autor, Marcelo Moreno, é consultor