11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Projeto de turismo visa resultados em 2008

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

O “Circuito Turístico Caminhos do Centro Oeste Paulista”, projeto de desenvolvimento turístico envolvendo dez cidades da região, foi lançado oficialmente ontem na regional Bauru do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) tendo como meta atingir os primeiros resultados significativos dentro de três anos. A intenção do Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional (Coder) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), idealizadores da proposta, é conseguir aumentar em 20% o fluxo e permanência de turistas nos municípios envolvidos já em 2010.

Mas para o diretor regional do Ciesp e presidente do Coder, Ricardo Coube, dependendo do grau de comprometimento dos setores envolvidos no projeto, os reflexos já poderão ser sentidos a partir de 2008. “Esperamos que até meados do próximo ano essas cidades já estejam tendo algum retorno decorrente de todo esse trabalho”, afirma.

Se depender da palavra dos prefeitos e representantes de Agudos, Arealva, Avaí, Bauru, Duartina, Iacanga, Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras e Piratininga, a meta será atingida. Em discurso, todos eles fizeram questão de enfatizar que estão empenhados na implementação do projeto e destacaram a união entre os municípios buscando o desenvolvimento conjunto de toda a região. No entanto, os envolvidos também não esqueceram de destacar a importância do trabalho conjunto do poder público, do empresariado, de entidades e da própria população para que a idéia atinja o sucesso.

O gerente do Sebrae Bauru, Milton Debiasi, destaca que a implementação é o processo mais difícil, portanto, conclama o envolvimento da sociedade. “O sucesso só vem com a vontade das pessoas de colocar em prática o plano e as ações que estão previstas no projeto. Na medida em que o público-alvo (empresários e pessoas físicas que se beneficiarão do turismo) se envolve e se compromete, as datas se encurtam”, diz.

Potencial

O próximo passo da comissão é marcar reuniões pontuais em todos os municípios para despertar na sociedade a consciência da importância do projeto para o desenvolvimento econômico local.

A equipe que elabora o projeto listou 563 empreendimentos (entre hotéis, pousadas, fazendas, restaurantes, áreas de preservação, artesãos e construções históricas) com potencial para participar do circuito. Esses seriam os atores diretos do projeto. Somente após essa fase, começa a elaboração dos produtos (roteiros turísticos) e, posteriormente, a adequação das localidades e divulgação dos passeios.

Outra questão de relevância é a criação de uma entidade para administrar todo o processo de desenvolvimento do projeto turístico. Já existe até mesmo um estatuto ditando as funções dessa instituição, intitulada Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), algo que ainda será avaliado.

A implementação dessa entidade está prevista para ocorrer a partir do dia 21 de setembro. “Temos que saber como vamos montar essa empresa agenciadora e como vai ser a participação de cada pessoa envolvida no projeto. Ela vai gerenciar de forma profissional todo o trabalho operacional, e para este órgão existir, é preciso aporte de capital”, destaca Coube.

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Coder busca ‘público regional’

A principal fatia de visitantes de Bauru viaja até a cidade para tratar de negócios. Este é um dos focos dos mentores do projeto do Conselho e Desenvolvimento Econômico Regional (Coder), que num primeiro momento pretendem dar atenção especial aos potenciais turistas do próprio Interior do Estado que moram em cidades próximas da região centro oeste.

“Primeiramente temos foco na formação de um público regional para depois, na medida em que as metas forem sendo desenvolvidas, partirmos para divulgação e captação em âmbito estadual”, afirma Carlos Alberto Leal Rodrigues, consultor de turismo do Sebrae São Paulo, responsável pela formatação técnica do projeto.

“Queremos tentar convencer as pessoas que passam pela cidade a ficar um ou dois dias a mais para conhecer locais interessantes ou até mesmo se sentir instigado a voltar numa outra oportunidade com a família”, completa.

O potencial histórico das cidades é analisado como o principal chamariz para os turistas. “Esse potencial foi avaliado é muito grande e estará aliado a outros atrativos como as belezas naturais existentes na região e também possíveis fazendas ou locais de cunho rural para visitação”, afirma Rodrigues.